O Ministério Público do DF ajuizou, nessa terça-feira (28), denúncias contra os investigados na Operação Mamon, que teve como objetivo desmantelar uma associação criminosa que praticava extorsão contra empresários que prestavam serviços à Polícia Militar do DF. O então chefe do Departamento de Logística e Finanças da PM (DLF/PMDF), ex-coronel Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues, responderá perante a Auditoria Militar, ao passo que o processo referente aos civis envolvidos no esquema tramitará perante a Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras.
A investigação do Ministério Público comprovou que empresários que prestavam serviços de manutenção de viaturas à PMDF eram constrangidos a pagar propina para receber os valores devidos pelos serviços prestados. As condutas caracterizam crimes de concussão e associação criminosa. As investigações continuam em relação a outras empresas que prestam serviços à PMDF e cujos contratos eram de responsabilidade do DLF/PMDF.
Histórico polêmico
O ex-coronel, que foi exonerado pelo GDF logo após ser preso, já protagonizou polêmicas. Responsável pela gestão voltada ao aparelhamento e ao pagamento dos militares, ele é conhecido por ter sido denunciado por crime sexual e embriaguez em horário de trabalho. Há quase 30 anos na PM, ele já foi diretor de Execução Orçamentária e Financeira do Departamento de Saúde e Assistência ao Pessoal, do subcomando-geral da corporação, e comandante do Batalhão de Trânsito da PMDF. Hoje, ele é responsável por gerir compras, obras e reformas.