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Brasília

Morre Alice Bisol Cascão, pioneira de Brasília, aos 93 anos

Matriarca da família Cascão, Alice chegou à capital em 1958 e acompanhou o desenvolvimento da cidade ao lado do marido, o empresário Elson Cascão, fundador da Rede Cascol

Isabele Mendes

11/10/2026 18h20

alice cascão

Foto: Acervo pessoal

Uma das testemunhas da construção e dos primeiros anos de Brasília, Alice Maria Bisol Cascão morreu neste sábado (10), aos 93 anos. Natural de Goiânia (GO), ela chegou ao Distrito Federal em 1958, quando a futura capital ainda estava em obras, e construiu uma trajetória ligada à história da cidade. Matriarca da família Cascão, Alice era viúva do empresário Elson Cascão, um dos pioneiros do setor de combustíveis na região. A causa da morte não foi divulgada.

Ao longo de quase sete décadas em Brasília, Alice acompanhou as transformações da capital, desde os primeiros canteiros de obras até a consolidação da cidade. Ao lado do marido, participou da formação de uma família cuja trajetória empresarial se tornou conhecida no Distrito Federal.

A história do casal está ligada à criação da Rede Cascol, que começou suas atividades em 1958, com a abertura do Auto Posto Paranoá, na antiga Cidade Livre, atual Núcleo Bandeirante. No ano seguinte, a empresa inaugurou outra unidade na Candangolândia, conhecida popularmente como “Disco Voador”. Com o passar dos anos, o empreendimento se expandiu e ganhou espaço no mercado de combustíveis da capital.

Alice e Elson foram casados durante 68 anos e tiveram quatro filhos: Elson Cascão II, conhecido como Elsinho, Elca, Elce e Elma. A família também reúne nove netos e oito bisnetos. O empresário morreu em julho de 2024, aos 92 anos, deixando uma trajetória marcada pela atuação no comércio de combustíveis e na pecuária.

Em entrevista ao jornal local, Correio Braziliense, o filho Elson Cascão II destacou a importância da mãe na construção da história familiar. “Ela foi uma guerreira, sabe? Eu acredito que foi uma pessoa de muito apoio ao meu pai durante toda a vida”, afirmou. Segundo ele, Alice teve papel fundamental na criação dos filhos e no apoio ao marido durante os desafios enfrentados pela família.

Mesmo aos 93 anos, Alice mantinha uma rotina ativa. No último domingo (4), participou das eleições e fez questão de exercer o direito ao voto, acompanhada dos filhos. O momento, registrado poucos dias antes de sua morte, tornou-se uma das últimas lembranças da família ao lado da matriarca.

O velório de Alice foi neste domingo (11), às 13h, conforme informações divulgadas pela família à imprensa. A cremação deve ocorrer no fim da tarde.

Com sua morte, Brasília se despede de mais uma representante da geração que chegou ao Planalto Central antes da inauguração da capital e acompanhou de perto o nascimento e o crescimento da cidade.

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