Menu
Brasília

Moradores recentes ou antigos têm bem definido o que querem ver melhorar no lugar onde vivem

Arquivo Geral

01/01/2013 8h35

Raiane Kissem, Isa Stacciarini e Júlia Carneiro

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Ano novo, vida nova. A frase, batida para muitos, reflete para alguns a esperança de melhorias para os locais onde vivem. Seja qual for a cidade, de Sobradinho ao Gama, do Lago Sul ao Recanto das Emas, os moradores têm reivindicações e necessidades que esperam ver atendidas neste ano que começa. Para alguns, as necessidades são poucas, para outros, é preciso um trabalho mais intenso que possa beneficiar não só àquele que reclama, mas a todos que moram naquela cidade. Não interessa se é rico ou pobre, o que se busca é uma qualidade de vida melhor. 

 

Segurança

Os pedidos mais frequentes são relativos à necessidade de mais segurança. As estatísticas deixam de ser números frios quando as pessoas se tornam alvo da criminalidade. O que se pede, em geral, é algo muito simples, como bem definiu um jovem morador de Taguatinga: poder caminhar com tranquilidade com a namorada pelas ruas da cidade onde vive. 

 

O lixo pelas ruas é algo que incomoda a muitos também. Neste caso, porém, não é algo que dependa apenas das autoridades. A mudança principal deve vir das pessoas, que insistem em usar as ruas como depósito de resíduos. Como estímulo, poderiam ser colocadas mais lixeiras nas ruas, em locais acessíveis a todos. 

 

Em localidades como a Estrutural, que acaba de ser regularizada, as pessoas dependem de um pouco mais. Por ser uma cidade recente, é preciso fazer ainda muito em termos de infraestrutura básica.

 

Não interessa, portanto, se são grandes ou pequenos os desejos. O que se pretende é lançá-los no ar para ver se alguém os alcança e os tornam realidade.

 

Ceilândia

Motorista, pai de dois filhos,  Moisés Silva dos Santos, 32 anos, deseja que 2013 venha com um reforço na segurança na cidade onde nasceu, cresceu e hoje cria os filhos. A insegurança é maior, segundo ele, no lado norte de Ceilândia, onde relata ter presenciado vários casos de violência. O caminhão com que trabalhava foi roubado na porta de sua casa. 

 
 
Núcleo Bandeirante
 
Funcionário público, Paulo Martins Robinson, 59 anos,  espera que os habitantes da cidade se conscientizem e parem de jogar lixo nas ruas. Ele mora há 52 anos na cidade e queixa-se da grande quantidade de lixo jogada nas ruas, da exposição de resíduos em contêineres abertos, muitas vezes em  lugares inadequados, próximos às residências.
 
 
Samambaia

 
O autônomo Hélio Ricardo de Medeiros, 37 anos,  mora há muitos anos em Samambaia. Sua preocupação com a segurança aumentou depois que seu filho de 14 anos foi assaltado na região e perdeu a bicicleta. Por isso, almeja um lugar para morar mais seguro, em que possa andar com seu filho, tranquilo.
 
 
Cruzeiro

 
A dona de casa Heliane de Toledo, 47 anos,  casada e com  dois filhos, mora há 20 anos  no Cruzeiro. Durante todos estes anos tem se deparado com a falta de lixeiras nas ruas e, consequentemente, com muito lixo espalhado, pois não há local adequado para jogá-lo.  Quem leva seu bicho de estimação para passear e utiliza o saquinho para recolher as fezes, como ela sempre faz com seu cachorro, acaba tendo que jogá-lo na lixeira de casa. Para 2013, ela  espera, portanto,  que este problema seja resolvido. 
 
 
Asa Norte


O militar Cacius Ricardo Caetano, 35 anos, mora na Asa Norte há dez anos e gosta muito de lá. Mas admite que a região deixa a desejar  em  setores como o da segurança. Cacius reclama que na quadra onde vive,  por ser uma área militar, a  maioria de pessoas pensa que o policiamento é bem feito. Mas, segundo ele, não é isso que ocorre, pois muitas pessoas estariam fazendo das  quadras residenciais pontos para consumir drogas. Caminhando com a mulher e a filha ele já se deparou com pessoas fumando maconha com tranquilidade na rua. 
 
 
Lago Sul

 
O advogado José Batista Lima, 64 anos, é morador do Lago Sul há 12 anos e  destaca que a poda das árvores e o corte das gramas poderiam ser mais frequentes na região. Segundo ele, os canteiros verdes no local não estão bem cuidados e precisam de uma repaginada. Ele alega que a atual situação atrapalha inclusive os motoristas, que ficam sem uma visão completa da pista. Outro perigo é na época de chuva e ventos fortes.  José Batista teme que alguma árvore caia em cima de carros ou mesmo das pessoas nas ruas. 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado