Desde 2011, o governador Agnelo Queiroz, com um abaixo-assinado de mais de quatro mil assinaturas nas mãos, deixa os moradores de Águas Claras esperando por investimentos na ampliação e manutenção do Parque Ecológico da cidade. A proposta da Associação dos Moradores de Águas Claras Vertical (Asmav) é utilizar pelo menos 40 hectares das terras ociosas pertencentes à Residência Oficial do Governador, impedindo também uma possível especulação imobiliária futura do local.
O parque tem 96 hectares de área. “A ampliação, além de desafogar o parque, abre a perspectiva para a construção de mais itens de lazer e esportes”, afirma José Júlio de Oliveira, presidente da associação. “Nós só temos três bebedouros, banheiro só na parte de baixo e a pista é muito estreita para caber todo mundo. Falta infraestrutura”, completa.
Benefício
O aproveitamento das terras ociosas, que chegam até a Estrada Parque Taguatinga (EPTG), seria uma forma, também, de democratizar ainda mais o parque para toda a vizinhança.
No ponto de vista ambiental, a necessidade de uma área verde proporcional ao número de moradores e prédios na cidade é crucial. “O meio ambiente é uma das formas de medir o bem-estar de uma comunidade. Em Águas Claras, as pistas são todas íngremes, mal tem espaço para os carros. Os prédios muito altos. Eles precisam de um bom parque”, aconselha o professor de engenharia florestal da Universidade de Brasília (UnB) Francisco Rossetti.
Reclamações
Mohamed Solouki, 42 anos, vai para o parque de bicicleta e se incomoda em ter de desviar de pedestres e carros. “Tem muito acidente. Bicicleta que bate de frente com outra, ciclistas que atropelam pedestres ou até a pessoa joga a bicicleta no meio do mato para tentar desviar de alguém e se machuca. O acesso ao parque também é péssimo porque não tem ciclovia”, enumera.

A falta de manutenção do centro esportivo é outro problema. “Não temos onde nos lavar, os chuveiros estão quebrados. Não tem telas protetoras entre as quadras”, observa Nelson Mendes, 40 anos, frequentador do local.