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Brasília

Moradores questionam falta de previsão para ampliação do Parque de Águas Claras

Arquivo Geral

21/09/2013 9h04

Desde 2011, o governador Agnelo Queiroz, com um abaixo-assinado de mais de quatro mil assinaturas nas mãos, deixa os moradores de Águas Claras esperando por investimentos na ampliação e manutenção do Parque Ecológico da cidade. A proposta da Associação dos Moradores de Águas Claras Vertical (Asmav) é utilizar pelo menos 40 hectares das terras ociosas pertencentes à Residência Oficial do Governador, impedindo também uma possível especulação imobiliária futura do local.

 

O parque tem 96 hectares de área. “A ampliação, além de desafogar o parque, abre a perspectiva para a construção de mais itens de lazer e esportes”, afirma José Júlio de Oliveira, presidente da associação. “Nós só temos três bebedouros, banheiro só na parte de baixo e a pista é muito estreita para caber todo mundo. Falta infraestrutura”, completa. 

 

Benefício

 

O aproveitamento das terras ociosas, que chegam até a Estrada Parque Taguatinga (EPTG), seria uma forma, também, de democratizar ainda mais o parque para toda a vizinhança. 

 

No ponto de vista ambiental, a necessidade de uma área verde proporcional ao número de moradores e prédios na cidade é crucial. “O meio ambiente é uma das formas de medir o bem-estar de uma comunidade. Em Águas Claras, as pistas são todas íngremes, mal tem espaço para os carros. Os prédios muito altos. Eles precisam de um bom parque”, aconselha o professor de engenharia florestal da Universidade de Brasília (UnB) Francisco Rossetti. 

 

Reclamações

 

Mohamed Solouki, 42 anos, vai para o parque de bicicleta e se incomoda em ter de desviar de pedestres e carros. “Tem muito acidente. Bicicleta que bate de frente com outra, ciclistas que atropelam pedestres ou até a pessoa joga a bicicleta no meio do mato para tentar desviar de alguém e se machuca. O acesso ao parque também é péssimo porque não tem ciclovia”, enumera. 

 

A falta de manutenção do centro esportivo é outro problema. “Não temos onde nos lavar, os chuveiros estão quebrados. Não tem telas protetoras entre as quadras”, observa Nelson Mendes, 40 anos, frequentador do local. 

 
Versão Oficial
 
Segundo o GDF, o Parque Águas Claras recebeu, no último ano, mais de R$ 4 milhões de investimentos do Programa Brasília, Cidade Parque, advindos de compensação ambiental e florestal, principal fonte do programa. Projeto de ampliação da unidade de conservação não está previsto neste momento.
 
Cerca de R$ 1,5 milhão estão injetados em projetos para obras, até o fim do ano, em nova pista para ciclistas.
 
Frequentadores dizem não ver mudanças
 
Apesar de o Governo do Distrito Federal informar que, no último ano, o Parque de Águas Claras recebeu investimentos, os moradores dizem não estarem vendo as benfeitorias que justifiquem o valor investido, cerca de R$ 4 milhões. “Eu venho correr no parque com frequência há três anos e desde então não vi nada novo. Falta muito para melhorar”, afirma o professor George Marcelo, 28 anos. A falta de segurança o preocupa. “Acho que   seria bom ter mais iluminação   e mais quiosques espalhados em outras áreas. Já vi algumas pessoas mal encaradas por aí e fiquei com medo porque falta uma ronda mais presente”, reforça.
 
Ampliação
 
Aos fins de semana, o parque é fechado para a entrada de carros. “A gente estaciona do lado de fora e vem correndo, mas fica muito cheio, tinha que ser muito maior para caber todo mundo. As pistas também têm que ser alargadas porque às vezes estamos correndo, aparece uma bicicleta e não sabemos para que lado correr”, relata a ginasta Evelyn Apolinario. 
 
 
A reportagem completa está disponível na edição digital. Acesse www.jornaldebrasilia.com.br/edicaodigital
 

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