Matheus Venzi
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“Queremos nosso posto!”. Esse foi o principal grito dos moradores de Taguatinga durante manifestação contra o fechamento da Unidade Básica de Saúde 4 (UBS), na manhã desta segunda-feira (6). A Superintendência da Região de Saúde Sudoeste do Distrito Federal decidiu ceder o espaço, no Setor C, para o Centro Especializado em Reabilitação Física e Intelectual II a partir de 20 de novembro.
Até lá, consultas já marcadas ainda serão atendidas no endereço. Após esse período, os pacientes da UBS 4 que residem nas quadras QNF, CNF, QNA e CNA serão remanejados para a UBS 2, na Praça do Bicalho. Já os moradores das quadras QNB, CNB, QNC e CNC serão transferidos para a UBS 6, em Taguatinga Sul.
Segundo a superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Lucilene Florêncio, a mudança segue ordem do Ministério da Saúde e os usuários não serão prejudicados. “Todos serão acompanhados por uma equipe multidisciplinar composta por médico da família, enfermeiro, técnico de enfermagem, agente comunitário de saúde e técnico administrativo”, explica. Entretanto, a população alega que ambas as unidades já atendem uma demanda grande e não suportarão uma carga ainda maior.
A dona de casa Adriana Madureira, nascida e criada na região, relata que sempre foi atendida no posto quando precisou. “Meus familiares e vizinhos também. Esse posto é uma porta de entrada para a saúde porque é o primeiro lugar onde a comunidade é assistida”, reconhece. A dona de casa acredita que a mudança também vai prejudicar o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), já que os casos mais simples são tratados no próprio posto.
A mudança também não agradou ao aposentado Cicero Fernandes, 60 anos, que mora em Taguatinga há mais de 30 anos. “De todo esse tempo que eu moro aqui, o posto sempre funcionou normalmente, sem problemas. Por que vão tirar um posto que está sendo utilizado? Porque não podem botar esse centro de reabilitação em outro lugar?”, questiona.
Pacientes dos outros postos também não gostaram da medida. “Sou atendida na UBS 6 e sei que ele não consegue atender nem os pacientes de lá. Imagina quando for ainda mais gente?!”, desabafa a aposentada Valdete Marinho, 62.
O técnico em radiologia André Pinheiro, 31 anos, não sabia sobre o fechamento do posto e compareceu com a esposa e a filha, de 7 meses, para aplicar uma vacina. “A população não pode aceitar isso, queremos o posto aberto e com mais médicos. A saúde já está péssima e ainda fazem isso”, reclama.
- John Stan/Jornal de Brasília
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Reclamações
Usuário aponta precariedade
O aposentado José Maria de Souza é outro morador antigo de Taguatinga e reconhece a precariedade das unidades de saúde da região. “O HRT não tem estrutura para atender a todos que estão necessitando da saúde básica. Eu moro do lado do outro posto [UBS 6] e conheço bem os problemas de lá, não conseguem atender a demanda”, expõe.
Para José Maria, o fechamento do posto é uma perda para a comunidade. “Queremos mais benefícios, e não que tirem os que já conquistamos”, finaliza.






