A Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Ceilândia recorreu da absolvição de um policial militar, ocorrida nessa quarta (21). Ele é acusado de matar o agente penitenciário Ralfis Ferreira dos Santos após uma briga de trânsito, em abril de 2014, na Avenida Elmo Serejo de Ceilândia. O conselho de sentença, formado por sete jurados, absolveu o réu por quatro votos contra três. A defesa apresentou a tese de que o acusado agiu em legítima defesa.
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Na madrugada de 20 de abril de 2014, na Avenida Elmo Serejo, o agente penitenciário conduzia um veículo com dois amigos de passageiros quando o réu, com a intenção de ultrapassá-lo, posicionou o veículo muito perto da traseira de seu carro. Entretanto, a vítima não liberou passagem e o policial manteve o veículo muito próximo até realizar uma ultrapassagem de forma brusca.
Segundo testemunhas, um pouco mais adiante os dois veículos pararam na via e ficaram emparelhados, foi quando a vítima questionou o comportamento do policial. Inconformado, o PM sacou a arma de fogo, abaixou o vidro de seu carro e, sem dizer nada, efetuou os disparos contra Santos, que faleceu no local. O réu fugiu logo em seguida. De acordo com a denúncia do MPDFT, o crime foi cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima: o réu abaixou o vidro do carro e, sem dizer nada, efetuou os disparos contra a vítima porque não gostou de ser questionado sobre como conduzia o seu veículo.