Da Redação
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Há quase dois meses do sumiço do primeiro dos seis rapazes desaparecidos em Luziânia, representantes da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual de Goiás (MPE -GO) não descartam a possibilidade de que eles tenham sido levados para fins de exploração sexual. De acordo com o delegado Josuemar Vaz de Oliveira, a hipótese está sendo investigada.
O quadro na região é preocupante, nos últimos dois meses o MPE-GO monitorou a BR-040, rodovia que liga Brasília à Luziânia, e registrou pontos de exploração sexual infanto-juvenil. Embora a maioria das vítimas sejam mulheres entre 14 e 18 anos, os garotos também podem ter se tornado reféns do mercado sexual.
O estudo feito pelo Centro de Apoio Operacional da Infância e da Juventude do MPE-GO apenas ressalta a importância de se investigar a ligação da exploração sexual com o desaparecimento dos seis jovens. Conforme a pesquisa, cerca de 49 casas de prostituição, em Luziânia, Águas Lindas e Novo Gama, foram flagradas entre novembro e dezembro do último ano. Ao todo, 71 prostíbulos foram registrados no entorno, incluindo Planaltina, Formosa, Cristalina, Alto Paraíso e São João da Aliança. Do total, 12 exploram menores de idade, boa parte deles são forçados a entrar nessa vida, seja pelas condições desumanas em que vivem, ou reféns de sequestros, tornado-se escravos sexuais.
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