A cerimônia para homenagear os 18 militares brasileiros mortos no terremoto que devastou a cidade de Porto Prícipe, Haiti, no último dia 12 está marcada para as 16h da tarde desta quinta-feira.
Neste momento, os 18 caixões se encontram na Base Aérea de Brasília. Até as 15h, apenas os familiares tiveram acesso ao local. O clima é de muita comoção. O presidente do Senado, José Sarney, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), já se encontram no local em que acontecerá a solenidade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de chegar à Base Aérea de helicóptero, acompanhado da primeira-dama Marisa Letícia. A cerimônia acaba de começar.
A cerimônia começa com a imposição das medalhas do Pacificador com Palma aos militares mortos. Haverá a promoção post-mortem, seguida de palavras do General do Exército, Enzo Martins Peri, do presidente Lula e do arcebispo militar. Após o toque de silêncio, Lula passárá a cumprimentar os familiares presentes. A cerimônia termina com a entrega das medalhas às famílias.
Condolências
Neste momento, presidente Lula discursa, agradecendo os esforços e a dedicação dos militares mortos em sua missão no Haiti.
Os familiares ouvem as palavras do arcebispo militar Dom Osvino José Both, que ressalta a coragem dos militares brasileiros. “O soldado brasileiro tem, por natureza, uma incrível força interior”, afirma.
Após o discurso do arcebispo, é realizado o toque de silêncio, um dos momentos mais emocionantes da cerimônia.
O presidente Lula e primeira-dama, Marisa Letícia, começam a apresentar as condolências da nação brasileira aos familiares das vítimas do terremoto no Haiti.
A cerimônia foi interrompida por alguns instantes para a retirada do caixão do major Francisco Adolfo, que será enterrado em Brasília. Os corpos dos demais militares serão transportados por meio de aviões da Força Aérea Brasileira para seus estados de origem.
Enterro em Brasília
O corpo do major Francisco Adolfo está, neste momento, no Cemitério Campo da Esperança. Uma outra solenidade, reunindo família e militares, acontece na capela 6 do cemitério. O enterro está marcado para as 20h.
A viúva do major, Emília Ribeiro Martins, afirmou que o marido tinha muito orgulho de ser militar. “Dei a liberdade para ele fazer o que queria, porque ele tinha muito orgulho de servir ao Exército. Ele é um verdadeiro herói brasileiro e foi um professor para mim”, ressalta. Emília ainda disse que chegou a conversar com o marido no dia do terremoto.
O senador Cristóvam Buarque (PDT) compareceu ao velório do major Francisco Adolfo e afirmou que votará a favor do envio da mais tropas brasileiras ao Haiti. “Estive no Haiti há quatro anos e vi a situação de calamidade em que o país se encontra”, relembra.
Atualizado às 18h45