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Brasília

Metroviários aceitam proposta com aumento total de 19% feita pelo GDF

Arquivo Geral

27/03/2010 8h41

Bruna Torres e Marina Marquez
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Os metroviários do Distrito Federal decidiram, em assembleia na noite de ontem, aceitar a proposta do governo e encerrar a greve do metrô. A paralisação totaldurou dois dias. As negociações terminaram com um reajuste salarial do INPC, estimado em 5,3%, e outros dois aumentos de 6,5% em abril e setembro, proposta do Governo do Distrito Federal (GDF) desde o início da semana.

“Tentamos a greve total para pressionar o governo nesses dois dias, acreditanto no avanço. Mas, agora, a categoria decidiu que a garantia do ponto não cortado nesses dias e os quase 20% de aumento eram suficientes”, afirmou o coordenador geral do Sindicato dos Metroviários do DF (SindMetrô), Solano Teodoro. A proposta aceita garante ainda um reajuste de 31% no auxílio-alimentação, que passa de R$ 20,45 para R$ 26,90 diários, auxílio-creche de R$ 150 por criança e reajustes de 10% em abril e novembro para o plano de saúde para cada dependente.

Durante a tarde, após uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª Região, SindMetrô, GDF e Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) chegaram a ensaiar um acordo. Durante duas horas o presidente do TRT,Ricardo Alencar Machado, ouviu as reinvindicações dos metroviários e a proposta do GDF, mas o encontro terminou sem proposta aceita.

A única decisão tomada durante a tarde foi do presidente do TRT, que determinou a cobrança de multa do Sindicato que descumpriu a liminar to TRT do último dia 23. A liminar determinava o funcionamento do metrô com capacidade entre 30% e 80%, dependendo do horário, e estipulava multa de R$ 100 mil por dia caso não houvesse o efetivo determinado. Os metroviários vão recorrer da decisão. Ricardo Machado determinou ainda o aumento da multa para R$ 250 mil por dia, caso continuassem sem trabalhar. O GDF e Metrô ressaltaram que era a última proposta, já que estavam no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

Leia mais na edição deste sábado (27) do Jornal de Brasília.

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