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Brasília

Metrô leve pode gerar caos na W3 Sul, diz especialistas

Arquivo Geral

17/02/2009 0h00

A construção do primeiro trecho do sistema veículo leve sobre trilhos (VLT), stomach também chamado metrô leve, erectile  que vai do Terminal Asa Sul até a 502 norte, pode comprometer o tráfego de carros e pessoas na W3 Sul. Segundo professores da Universidade de Brasília, a falta de planejamento e discussões sobre o projeto podem levar ao desperdício de recursos e ao caos urbano em uma das regiões mais movimentadas da cidade. O início das obras para a implantação dos bondes está prevista para abril de 2009. 


“O VLT é um meio de transporte eficiente, mas o Governo do Distrito Federal não está fazendo um planejamento com seriedade”, afirma o professor Frederico Flósculo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. De acordo com o arquiteto, para que os dois carros do veículo leve trafeguem com segurança seria necessário um espaço de 12 metros de largura, mas o canteiro central da W3, local reservado para a obra, em seus pontos mais largos, alcança no máximo 6 metros de largura.


O governo planeja, ainda, manter três faixas na W3. “Isso é geometricamente impossível”, afirma Flósculo. Para o professor, se o projeto for executado desta forma, o novo cenário vai ser de estresse urbano. “Carros e ônibus vão disputar espaço em faixas apertadas e os pedestres vão correr risco tanto para atravessarem a rua quanto para chegarem até o VLT”, explica.


INTEGRAÇÃO O engenheiro Paulo César Marques, professor do programa de pós-graduação em Transporte do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, levanta uma questão que não ficou clara na proposta apresentada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma), no dia 11 de fevereiro, aos moradores da Asa Sul. “O VLT só vai funcionar bem se for integrado com os outros modos de transporte. Se isso não acontecer, será desperdício de dinheiro”, afirma.


Para que a integração seja eficiente, ela precisa ocorrer em três dimensões. A primeira delas é a física. Isto é, o passageiro deve descer do ônibus e pegar o bondinho sem transtorno. O segundo aspecto é o tarifário. Segundo Marques, as pessoas devem fazer a troca de veículo sem ter que pagar a mais por isso. E o último ponto é o operacional, ou seja, os dois meios de transporte devem funcionar em horários compatíveis. 


“Brasília não conseguiu fazer a integração de ônibus com ônibus. Espero que o GDF esteja planejando bem a integração com VLT”, afirma o engenheiro.

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