Menu
Brasília

Método Canguru é oferecido aos pais no HRT

Arquivo Geral

08/08/2014 16h00

Pais de bebês prematuros da Unidade de Neonatologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) passarão o Dia dos Pais de uma maneira especial. Para eles, estar em um ambiente hospitalar não é motivo para deixar de comemorar a data. Pelo contrário, é com grande emoção que os pais ‘cangurus’ vivem a importante etapa de superação da vida de seus filhos e compartilham momentos únicos de troca de calor e contato pele a pele com seus pequenos.

A família Pereira dos Santos é um exemplo. Quando descobriu que seu bebê, o Kalleb, de 28 dias, tinha nascido aos nove meses com apenas 1,6 kg, o office boy Edmundo dos Santos, 43 anos, ficou assustado e preocupado.

“Foi um choque para mim”, relatou. “Foi muito ruim ver meu filhinho tão pequeno e magrinho”. O pai contou que Kalleb ficou 26 dias internado na UTI, pois, além do baixo peso, nasceu com grave infecção e dificuldade para respirar: “Não foi fácil, mas demos a volta por cima e estamos superando o trauma inicial”.

Empolgado com a experiência de ser ‘pai canguru’, prática que tem por base criar vínculos com os bebês que ficam internados por longos períodos, Edmundo destacou que o filho tem gostado do colinho marsupial. “É uma experiência muito boa, me sinto mais paizão depois que passei a fazer o canguru”, diz, orgulhoso.

A mãe de Kalleb, Elizama Pereira Leite, 20 anos, confirma a dedicação do pai e conta que ele dá banho, troca as fraldas, lava e passa as roupinhas com todo o zelo. “O pai participa muito desde a UTI. Já fica feliz na hora de vir ao hospital ver o filho.”

Edmundo frisa que seu primeiro Dia dos Pais será mais que especial, pois considera o filho um menino batalhador e guerreiro. “A vida do Kalleb é um sinal que Deus existe. E filho é presente de Deus. Estou muito emocionado com a chegada do Dia dos Pais”, acrescentou.

O MÉTODO

Além de favorecer a troca de afeto entre bebê e papai, o Método Canguru fortalece o vínculo familiar e permite que os pais participem mais dos cuidados ao bebê que está internado.

“Muitos pais têm medo de segurar o bebê e, quando o colocamos no canguru, eles se sentem mais seguros para ir conhecendo o filho e praticando atividades diárias comuns, como a troca de fralda e o banho”, explicou a médica Rita Ejima, coordenadora do Método Canguru no DF.

Em prática no HRT desde 2002, o método é um tipo de assistência neonatal que proporciona o contato pele a pele precoce entre os pais e o recém-nascido prematuro e de baixo peso de forma crescente.

A criança, vestindo apenas uma fralda, é colocada em contato direto com o corpo do adulto, na posição vertical, e ambos são vestidos por uma espécie de avental durante o tempo que entenderem ser prazeroso e suficiente.

A interação direta e contínua com a criança previne infecções e outras complicações, acelera o aumento de peso, permite um controle térmico adequado, melhora a qualidade do desenvolvimento neurocomportamental e psicoafetivo, reduz o estresse do recém-nascido e estabiliza a frequência cardíaca e respiratória. Os bebês ficam mais tranquilos e choram menos.

Além de todas as evidências de bons resultados para pais e bebês, o método propicia um melhor relacionamento da família com a equipe de saúde, possibilita maior competência e confiança dos pais no cuidado com seu filho, inclusive após a alta hospitalar, e reduz o número de possíveis futuras internações e o aparecimento de outras doenças.

CURIOSIDADE

Os cangurus são mamíferos da família dos marsupiais, bastante encontrados na Austrália. São animais conhecidos pelas fêmeas que carregam seus filhotes em sua bolsa até que se desenvolvam e completem cerca de um ano de vida. Eles nascem imaturos. O seu desenvolvimento é no interior dessa bolsa, chamada marsúpio, que fica na barriga da sua mãe. Ali, o filhote mama e fica protegido.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado