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Brasília

Meta de 20 Vilas Olimpicas cada vez mais difícil

Arquivo Geral

26/04/2010 9h16

O projeto de criação das Vilas Olímpicas no Distrito federal, uma das promessas de campanha do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido), não emplacou como o esperado. A tarefa de entregar 20 unidades até o fim deste ano será difícil de ser cumprida. Até agora, apenas uma unidade, a de Samambaia, está em pleno funcionamento, e, das nove previstas para serem entregues em abril, apenas quatro devem ficar prontas. E os operários correm contra o tempo para que haja a inauguração das unidades de São Sebastião, Brazlândia, Santa Maria e do Parque da Vaquejada, em Ceilândia.

Nas outras unidades a construção está em fase inicial e caminha a passos lentos. Na Estrutural, por exemplo, há apenas um galpão coberto e ferragens espalhadas pelo terreno cercado pela Novacap. Situação semelhante é percebida no Recanto das Emas. Ali as construções estão em estágio bem avançado, mas distantes de uma conclusão até o fim de abril, como planejado. As piscinas estão recebendo azulejos, o campo de futebol e pista de atletismo já são aplicados os retoques finais e o ginásio já foi coberto.

O gerente das Vilas Olímpicas, Agrício Braga, reconhece o atraso e diz que várias situações ocasionaram isso. “O problema maior dessa lentidão em executar o projeto tem a ver com toda essa desordem que se instalou no Distrito Federal no último ano, dificultando, por exemplo, a remanejamento de recursos”, esclarece. Ele disse que até meados de 2009 o cronograma vinha sendo seguido dentro da normalidade e tem otimismo de que isso se restabeleça, entretanto é pessimista quanto à realização da meta estabelecida no início desse governo.
 
A promessa do governo é concluir pelo menos as obras já iniciadas, principalmente porque as empresas responsáveis pelas obras já foram licitadas. Além de Recanto das Emas e Vila Estrutural, Planaltina, Ceilândia, Riacho Fundo, Taguatinga e Cruzeiro estão com obras em andamento. Ao final da construção de todas elas, pelo menos 50 mil pessoas serão beneficiadas com a ação.

Tudo pronto
Em funcionamento há seis meses, a unidade de Samambaia mostra que o projeto pode ser muito bem sucedido. Estão matriculadas, e frequentando aulas, mais de quatro mil pessoas e a fila de espera ultrapassa a casa dos dois mil. A dona de casa Vilma Ferreira, 43 anos, é uma das atendidas pela iniciativa. Enquanto seu filho, de quatro anos, e dois sobrinhos menores fazem natação, sua mãe faz hidroginástica. “Essa é uma grande oportunidade para pessoas carentes como eu, que não tenho condição de pagar aulas particulares”, diz. Ela e a filha Ingrid, de 2 anos, já estão na fila aguardando por uma vaga.

A proposta pedagógica das Vilas Olímpicas também contempla os portadores de comprometimento funcional, como visão ou audição, por exemplo. Em Samambaia, 130 pessoas nessas condições têm aulas. É o caso do estudante Marcos Paulo Costa, 16 anos, acometido de hemiplegia, uma paralisia de metade do corpo. Afastado das aulas de ecoterapia e futebol por conta de um problema na coluna, teve que buscar na natação o caminho para seu bem-estar. “Estou muito feliz com as aulas, me sinto bem melhor da coluna”, relata o rapaz.

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