A seleção brasileira de futebol feminino terá amanhã, às 10h (Brasília), na final com os Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Pequim, a chance de dar o troco às americanas pela derrota de quatro anos atrás em Atenas e conquistar o ouro histórico que seria a prova definitiva do crescimento do esporte no país.
Com uma grande vitória por 4 a 1 nas semifinais sobre a atual campeã mundial, Alemanha, o Brasil entra em campo nesta quinta-feira com o favoritismo e com a responsabilidade de melhorar a posição do país no quadro de medalhas.
Invicta, a seleção comandada pelo técnico Jorge Barcellos foi melhorando o nível de seu futebol ao longo da competição. Na primeira fase, foram duas vitórias, sobre Coréia do Norte e Nigéria, e um empate, com a Alemanha. Entretanto, nesse jogos teve atuações apenas regulares.
O mesmo aconteceu nas quartas-de-final, no confronto com as norueguesas. O Brasil venceu por 2 a 1, mas não foi brilhante.
O auge do Brasil foi justamente contra a equipe da atacante Prinz e coincidiu com as excelentes atuações de Formiga, Marta, a melhor do mundo, e Cristiane.
Estas duas últimas, destaques da equipe na competição, ainda podem conquistar outra premiação, a artilharia dos Jogos Olímpicos. Marta tem três gols marcados, enquanto Cristiane, cinco. A americana Angela Hucles, com quatro, está na briga e travará uma disputa particular com as brasileiras.
Os EUA chegaram à final do torneio em Pequim de forma menos brilhante e com muitos altos e baixos, mesmo jogando contra adversários mais fracos. Perderam na estréia para a Noruega por 2 a 0 e bateram o Japão (1 a 0) e a Nova Zelândia (4 a 0).
Entretanto, as americanas tiveram grandes desfalques na competição, como a capitã Kristine Lilly e sua principal goleadora, Abby Wambach.
Nas quartas, as atuais campeãs olímpicas derrotarão o Canadá apenas na prorrogação, por 2 a 1. E somente na semifinal apresentaram um bom futebol contra as japonesas, ao vencerem por 4 a 2.
Com esse favoritismo, as meninas do Brasil podem acabar de vez com o estigma de vice-campeãs, após perderam as finais de Atenas, em 2004, e do Mundial, em 2007.
E as jogadoras brasileiras se mostraram confiantes de que conseguiram esse triunfo histórico, como disse a zagueira Tânia Maranhão.
“Confio em toda a equipe e tenho certeza de que seremos campeãs amanhã. Temos espírito de vencedoras e provaremos isso”, afirmou a capitã da seleção.
Marta também está otimista e pediu que o Brasil esqueça o que aconteceu nos torneios anteriores.
“A seleção não deve se preocupar com as derrotas do passado”, declarou a melhor do mundo, que pode garantir amanhã, junto com suas companheiras, um feito histórico para o esporte brasileiro.