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Brasília

Meninas a uma vitória do histórico ouro olímpico

Arquivo Geral

22/08/2008 0h00

A história já foi feita: com a vitória por 3 sets a 0 sobre a China na semifinal das Olimpíadas de Pequim, as atuais jogadoras da seleção brasileira feminina de vôlei podem se vangloriar de terem sido as primeiras a levar o país para a disputa de uma medalha de ouro no evento esportivo mais importante do planeta, superando grandes nomes como Ana Moser e Fernanda Venturini.


Porém, sonho ainda não está completo. Falta apenas uma vitória, contra os Estados Unidos, a partir das 9 horas (horário de Brasília) para que a equipe se consagre com a sonhada primeira colocação no pódio. No caso do técnico José Roberto Guimarães, o reconhecimento pode ser ainda maior, visto que ele era o comandante do time masculino em Barcelona-1992, quando pela primeira vez o Brasil ganhou uma medalha de ouro em esportes coletivos.


Superado o trauma das semifinais, que barrou a equipe nacional nas últimas quatro edições dos Jogos, além da fama de “amarelonas”, obtida após as quedas na semi de Atenas-2004 e nas decisões do Mundial-2006 e Pan-2007, as jogadoras da seleção brasileira feminina de vôlei tentam conter a empolgação para não perder o foco na partida mais importante de suas carreiras.


“Sabemos que a história que nós escrevemos não está completa. Falta o ponto final. Estar na história por ter conquistado um resultado histórico é bom, mas não nos basta”, resumiu a ponteira Paula Pequeno, um dos destaques da vitória na semifinal, obtida diante de um ginásio lotado por fanáticos e barulhentos torcedores chineses, que queriam o bi olímpico.


Zé Roberto pede que a equipe se mantenha como está, ao menos psicologicamente. “O clima está ótimo e vamos tentar manter dessa maneira para a final contra os Estados Unidos, que venceu Cuba de uma maneira que ninguém esperava. Sei que já não vamos voltar para casa de mãos vazias, mas vamos tentar buscar o ouro”, afirmou, lembrando que Brasil e Estados Unidos se cinhecem muito, já que as duas equipes se encontraram no Grand Prix e realizaram amistosos preparatórios este ano.


Com a prata já garantida, a ponteira Mari, uma da protagonistas do trauma de Atenas, pode ter um presente ainda mais especial: ao mesmo tempo em que estará lutando pelo ouro em quadra, ela vai comemorar seus 25 anos de idade. Mas garante: não pensa em redenção depois de tudo o que sofreu nos últimos quatro anos.


“O passado ficou para trás. Só penso em jogar bem e fazer meu melhor. Aquilo tudo já passou. Há uma guerreira dentro de mim e eu sempre acreditei no meu potencial. Treinamos muito para alcançar esse objetivo”, comemorou a atleta, que prometeu tatuar a palavra “vitória” em mandarim caso conquiste a medalha de ouro.


Mesmo não tendo conquistado nenhum título de expressão nos últimos quatro anos, os Estados Unidos chegam na decisão com a moral de terem eliminado as favoritas Itália e Cuba das Olimpíadas. “Nosso objetivo neste tempo todo é fazer o que não conseguimos em Atenas: ganhar o ouro”, avisou a atacante Tayyiba Haneef-Park.


 

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