Menu
Brasília

Megaoperação da PCDF mira esquema nacional de anabolizantes clandestinos e bloqueia R$ 32 milhões

Ação da PCDF cumpre 43 prisões e 64 buscas em oito estados e no DF; investigação aponta fabricação artesanal, lavagem de dinheiro e venda de substâncias adulteradas

João Victor Rodrigues

12/08/2026 7h20

photo 2026 08 12 07 19 53

Foto: PCDF

Uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nas primeiras horas desta quarta-feira (12/8) desarticula uma organização investigada por fabricar e distribuir anabolizantes e outros produtos proibidos em diferentes regiões do país. Batizada de Operação Narciso, a ação é conduzida pela Divisão de Defesa do Consumidor da Corf. Segundo a investigação, o grupo mantinha conexões no DF e em oito estados, além de uma rota de abastecimento ligada ao Paraguai.

A Justiça autorizou 43 mandados de prisão preventiva e temporária e outras 64 ordens de busca e apreensão. Também foram determinados o bloqueio e o sequestro de R$ 32 milhões em ativos, além da quebra do sigilo bancário de 58 investigados. A operação alcança Santa Catarina, Acre, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Norte, Paraíba e Minas Gerais, além do Distrito Federal. Mais de 20 estabelecimentos foram lacrados, 10 veículos de luxo apreendidos e mais de 30 sites apontados como irregulares foram retirados do ar.

As apurações indicam que os investigados produziam substâncias em residências, depósitos e outros locais improvisados, sem controle sanitário, em um processo chamado pelos envolvidos de “cozimento”. Insumos provenientes de países como China, Índia e Paraguai seriam utilizados na fabricação, enquanto alguns produtos continham substâncias que não apareciam nos rótulos, segundo a polícia. A investigação também aponta a participação de profissionais e influenciadores na divulgação e comercialização, além do uso de empresas, contas de terceiros e casas de apostas para tentar ocultar a origem do dinheiro.

A investigação começou a partir da Operação Béquer, realizada em fevereiro de 2025, quando policiais encontraram equipamentos, insumos, cápsulas e embalagens em um imóvel no DF. A análise de celulares apreendidos teria permitido identificar fornecedores, laboratórios clandestinos, gráficas, distribuidores e uma rota internacional ligada à fronteira com o Paraguai. De acordo com a PCDF, a rede investigada movimentava valores milionários e mantinha estrutura voltada à fabricação, logística, publicidade e venda dos produtos; os materiais apreendidos e as prisões serão submetidos às providências judiciais e policiais previstas para o caso.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado