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Brasília

Megaoperação coíbe grupo brasileiro de pedofilia no DF e em outros estados

Arquivo Geral

20/10/2017 9h27

Breno Esaki/Jornal de Brasília

Matheus Venzi
matheus.venzi@grupojbr.com

A Polícia Civil do Distrito Federal, por intermédio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), deflagrou, nesta sexta-feira (20), a operação Luz na Infância.

No Distrito Federal, os agentes da PCDF cumprem nove mandados de busca e apreensão em Águas Claras, São Sebastião, Planaltina, Guará e Asa Sul e mais duas regiões do DF. Até o momento, cinco pessoas já foram presas em flagrante. homens com idade entre 20 e 50 anos. Nenhum possui antecedentes criminais.

Os materiais aprendidos variavam entre fotos e videos de crianças e adolescentes em cenas de sexo explícito ou nudez. Os arquivos estavam armazenados em computadores e HD”s. A policia acredita que eles podem ter conseguidos os materiais na “deep web”, uma área oculta da internet onde materiais ilegais como os desse tipo são compartilhados.

Nas ações, foram mobilizados 95 policiais, entre delegados, peritos, agentes e escrivães de polícia. O objetivo da operação integrada, que também ocorre em outros 23 Estados da Federação, é apurar crimes relacionados ao compartilhamento e armazenamento de material contendo cenas de sexo explícito e pornografia de crianças e adolescentes.

De acordo com as investigações, os alvos da operação foram identificados por meio de um levantamento de informações realizado pela Senasp e a Embaixada dos Estados Unidos da América no Brasil.

“Com base em informações e evidências coletadas em ambientes virtuais, a DPCA, após detalhamento realizado pela Seção de Planejamento, Estatística e Informática – SINPE, instaurou inquérito policial e representou pelas buscas e apreensões junto ao Poder Judiciário, visando apreender computadores e dispositivos informáticos, onde estão armazenados os conteúdos pedopornográficos, envolvendo crianças e adolescentes em situações de cunho sexual”, destaca a chefe da Especializada, delegada Ana Cristina Santiago.

As investigações da PCDF vêm sendo feitas há seis meses e resultam do aprimoramento do trabalho de Inteligência de Segurança Pública e atuação em modelo de força-tarefa que reúne, em um mesmo ambiente de trabalho, policiais com expertise e capacitação na repressão aos crimes virtuais e de pedofilia.

Segundo a chefe da DPCA, a capacitação dos policiais envolvidos nas investigações foi determinante para coletar e preservar as evidências criminosas, garantindo a identificação, prisão e posterior condenação dos autores.

Os materiais e equipamentos apreendidos serão encaminhados à perícia para apuração. Os suspeitos podem pegar penas de até 4 anos de prisão pelo armazenamento de conteúdos pornográficos infantis. O crime, entretanto, é afiançável.

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