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Brasília

Médicos que deixaram compressas cirúrgicas no abdômen de gestante são condenados

A sentença, proferida pela 3ª Vara Criminal de Ceilândia, indica que os médicos agiram de forma imprudente e imperita

Redação Jornal de Brasília

28/01/2021 17h26

Na última semana a Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-vida) obteve a condenação de três médicos do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) pela morte de Michele da Silva Pereira.

A sentença, proferida pela 3ª Vara Criminal de Ceilândia, indica que os médicos agiram de forma imprudente e imperita ao deixarem duas compressas cirúrgicas no abdômen da vítima durante um parto cesariano.

Entenda o caso

Em 1º março de 2013, Michele, com 18 anos e grávida do seu primeiro filho, foi submetida a um parto cesariano no HRAN. Após receber alta no dia 4 de março passou a sentir dores na região lombar bilateral, associada a febre, náuseas e vômitos, sendo internada no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) onde, após uma tomografia de abdômen, em 7 de março de 2013, passou por uma cirurgia de emergência na qual foram encontradas duas compressas “esquecidas” pelos médicos do HRAN quando da realização da cesariana.

Michele evoluiu a óbito, apesar dos esforços da equipe do HRC, em decorrência da ruptura de artéria causada pelo atrito das compressas em seu abdômen.

Com informações do MPDFT

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