A Justiça do DF condenou o cirurgião Haeckel Cabral Moraes a pagar pensão mensal ao filho da jornalista Lanusse Martins Barbosa, falecida em janeira de 2010, durante cirurgia de lipoescultura. A indenização, no valor de R$ 2.387,26, deve ser paga até ele completar 25 anos de idade, a contar da data da morte da jornalista. O médico ainda foi condenado a pagar R$ 50 mil por danos morais. Ainda cabe recurso da decisão.
A ação movida contra o cirurgião alega que durante o procedimento, o médico deixou de adotar as cautelas necessárias na intervenção, vindo a errar no manuseio do instrumento utilizado durante a cirurgia, o que causou a morte da paciente.
Em sua defesa, o médico alegou que não teve culpa e que a morte possivelmente foi causada por problemas cardíacos da paciente ou embolia gordurosa. Ele ainda disse que atuou em conformidade com as recomendações preconizadas pela ciência médica e que a paciente foi adequadamente comunicada acerca dos riscos da cirurgia em questão.
Segundo o juiz da 4ª Vara Cível de Brasília, não há dúvida “de que se tratou de cirurgia estética, com obrigação de resultado” e há provas de que Haeckel “cometeu erro médico”.
O perito nomeado pelo juízo esclareceu, mediante explicações técnicas, que a morte da jornalista não é compatível com eventual quadro de “problemas cardíacos”, “tromboembolismo pulmonar” ou “embolia gordurosa”, mas concluiu haver indícios de choque hipovolêmico, além de elementos que demonstram quadro de sangramento decorrente de uma lesão intracavitária. O perito destacou, ainda, que “contrariamente à boa norma técnica, o requerido não foi assistido por nenhum médico assistente na realização do procedimento cirúrgico”.