Pensando na saúde ou apenas em diversão, muita gente tem deixado a preguiça de lado e optado por dar uma volta de bicicleta pelas vias da cidade. Nos eixões Norte e Sul e na Esplanada dos Ministérios, a velha “magrela” é vista com frequência. E engana-se quem pensa que é necessário comprar uma para pedalar. Disposição e vontade são suficientes. Além do programa Bike Brasília, que disponibiliza exemplares por meio de cadastro, há também quem transforme a moda em oportunidade e alugue bicicletas e triciclos no Eixão Sul.
De férias em Brasília, o casal de namorados Luís Filipe Costa, 23 anos, e Monice da Silva, 21, estudantes de Arquitetura, está conhecendo a cidade sobre duas rodas. “Meu tio, dono da casa em que estou hospedado, trabalha o dia inteiro. Se eu ficasse esperando por ele para conhecer os lugares, iria demorar muito. Sem contar que andar de bicicleta é revigorante”, avalia Luís, morador de Anápolis (GO).
Monice explica que onde eles vivem não existe projeto parecido. “Eu não costumo andar de bike com frequência e estou sofrendo um pouco para conseguir acompanhar o ritmo do Luís”, brinca. Mas a universitária assegura que o esforço vale à pena. “Estou gostando muito de conhecer Brasília com a ajuda de uma bicicleta. Já fomos a pontos turísticos, à Esplanada, ao Parque da Cidade. Quando estamos cansados, usamos o metrô”, relata.
No Eixão do Lazer há espaço para várias modalidades de esporte, e não são só os adultos que gostam de pedalar. Os irmãos Marx Barcelos e Iker Barcelos, de 13 e 7 anos, respectivamente, vão à via ao menos uma vez por mês. Eles moram em Valparaíso (GO) e revelam que os pais sempre os levam para aproveitar o tempo livre. “Trazemos as bicicletas no carro e passamos o dia pedalando. Eles andam com a gente. Muitas vezes, nossos tios também vêm”, diz Marx.
Projeto agrada e pode ser ampliado
Usuários das “laranjinhas” do Bike Brasília ouvidos pela reportagem disseram que as bicicletas estão em boas condições. O projeto é executado por meio de termo de concessão de uso da empresa Serttel em parceria com o banco Itaú e o GDF. As bicicletas estão disponíveis em estações distribuídas em pontos estratégicos da área central.
Segundo a Secretaria de Mobilidade, há 29 estações com 290 bicicletas. Até fevereiro, serão mais 11 pontos. O governo estuda ampliar o sistema para outras regiões do DF.