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Brasília

MEC veta vestibulares de faculdade particulares

Arquivo Geral

07/12/2013 8h15

A qualidade de algumas faculdades particulares do Distrito Federal é preocupante. Prova disso são as baixas notas no Conceito Preliminar de Curso (CPC) de 13 cursos oferecidos na capital.  A avaliação é feita pelo Ministério da Educação (MEC) e leva em conta o desempenho dos estudantes,  a infraestrutura das escolas, os recursos didático-pedagógicos e o corpo docente. Como penalidade, três instituições, que tiveram desempenho insatisfatório pela segunda vez, terão os vestibulares suspensos. 

 As graduações que tiveram notas com “tendência negativa” são ciências contábeis e administração da Faculdade Serrana de Ensino Superior; administração do Instituto de Educação e Ensino Superior de Samambaia (Iesa); e comunicação social – publicidade da Faculdade JK – Gama. Agora, elas devem passar por  supervisão e sofrerão medidas cautelares pelo fato de terem sido reincidentes. Elas não podem recorrer da decisão em 2014. 

Para especialistas, apesar dos resultados ruins, a atuação do MEC mostra interesse e preocupação com a qualidade do ensino.  “Essas faculdades,  muitas vezes, não exigem mestrado e doutorado dos docentes, o que pode prejudicar um pouco o desempenho dos estudantes. Por isso, acho importante a avaliação do MEC, para mudar isso”, explica o especialista em educação/ formação profissional Remi Castioni, da Universidade de Brasília.

Pesquisa

A opinião do docente vai de encontro com os dados do Censo da Educação Superior de 2012. Segundo a pesquisa, dos 3.053 professores com doutorado que atuam na capital, 67% estão nas instituições federais ou distrital. A maioria dos educadores da rede privada tem apenas especialização ou mestrado.

 Dos mais de 191 mil universitários do DF, 84% estão nas particulares. “O ensino superior privado  realmente facilita o acesso à educação, mas deve também zelar pela qualidade do diploma”, diz ainda Castioni. 

Demais podem recorrer
Dos 13 cursos, tiveram “tendência positiva” no CPC as graduações de comunicação social – publicidade e propaganda e administração da Faculdade Anhanguera; dois cursos de administração e um de secretariado executivo da Faculdade Cecap do Lago Norte; o curso de direito do Instituto de Ensino Superior do Planalto; ciências contábeis do Instituto de Ensino Superior de Samambaia; administração da Faculdade JK – Unidade II do Gama; produção publicitária das Faculdades Integradas Promove de Brasília e administração da Faculdade Fortium. Estas universidades poderão recorrer da decisão do MEC e, se apresentem melhora, podem voltar a oferecer vestibular em 2014. 
 “Esse tipo de avaliação pode ser questionado, porque nem sempre os alunos têm comprometimento com as provas do MEC. Outra coisa que acho errada são as visitas do órgão às faculdades, que não levam a nada. Eles analisam, a instituição assina um compromisso e o MEC nunca mais volta”, diz a presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares, Amábile Pacios. 
Posicionamento
Todas as faculdades   foram procuradas pela reportagem, mas apenas a Iesa deu retorno. “Vamos firmar um termo de compromisso com o MEC em que formaremos uma equipe de trabalho, onde iremos fazer um planejamento estratégico para verificar os gargalos que nos impedem de conquistar uma melhor nota”, disse o diretor   Jaime de Lima Damasceno. 
 A faculdade Cecap do Lago Norte, contudo, publicou uma nota  em seu site e no Facebook, argumentando que essa nota é relativa a 2012. Porém, no mês passado, diz que foi feita nova visita, quando teria sido auferido o Conceito Global 3, com perfil bom de qualidade.
 
Saiba Mais
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou o fechamento de 270 vestibulares de cursos de instituições superiores de educação em todo o País que obtiveram um resultado insatisfatório no CPC.

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