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Brasília

Mayra Aguiar promete fazer tudo por uma medalha em Pequim

Arquivo Geral

06/08/2008 0h00

A judoca brasileira Mayra Aguiar chega à sua primeira edição de Jogos Olímpicos após um longo processo de preparação e afirmou que lutará por uma medalha em Pequim.

Aos 17 anos, a representante do país na categoria até 70 quilos é um dos nomes mais importantes da nova geração e já soma resultados importantes em seu currículo, como a prata nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro.

Na preparação à Pequim, Mayra chegou a passar uma temporada na Europa, na qual pôde ter “contato com possíveis adversárias” e ganhar experiência.

“Como não tenho grande experiência, tenho que conhecê-las, e também a competição, o clima, para me acostumar com a tensão, o treinamento muito forte”, disse à Agência Efe.

Na Polônia, a atleta conquistou a Copa do Mundo de Varsóvia. Na decisão, a jovem gaúcha venceu por yuko a chinesa Dou Shumei, bronze na Super Copa do Mundo de Hamburgo.

Antes de embarcar para a China, a judoca disse à Efe que sacrificou muitas coisas para poder se concentrar exclusivamente nos Jogos Olímpicos e iria manter a rotina de disciplina nos seus dias na Vila Olímpica.

“Abri mão de muita coisa no Brasil para me focar nos Jogos Olímpicos. Simplesmente vou fazer o mesmo que todos os dias, com horários para treinar, comer, dormir, tudo isso pela medalha”, afirmou.

A judoca gaúcha é a mais nova da equipe brasileira e conta com a troca de experiência com seus companheiros mais velhos, como seu conterrâneo João Derly, de quem já foi sparring.

Este convívio com os atletas consagrados é algo fundamental segundo o coordenador Ney Wilson.

“Acho que os mais experientes foram fundamentais. Vários atletas, até mesmo os que não vão a Pequim, como Carlos Honorato, Daniele Zangrando, construíram a estrada para que os outros pudessem ir a Pequim, por isso nosso reconhecimento é total”, disse Ney à Efe, que reconhece o mérito destes atletas.

“Se algum dos novos vier a conquistar medalha, aqueles mais experientes têm mérito nesta conquista”, completou.

Esta troca de experiência acontece também na equipe masculina, como disse à Efe o técnico Luis Shinohara.

“Sempre que temos uma dificuldade – como tínhamos ao enfrentar lutadores do Leste Europeu -vamos à Europa para treinar e competir bastante. Os atletas criam uma expectativa muito grande por se tratar dos Jogos Olímpicos”, disse Shinohara, que ressaltou o papel de medalhistas de outras edições.

“Para isso, trouxemos nossos medalhistas de outros Jogos, como o Aurélio Miguel e o Rogério Sampaio, que conversam bastante com os atletas, para que eles entendam que a pressão dos Jogos Olímpicos é muito maior”, completou.

Quem conseguir superar a pressão e chegar às medalhas receberá uma boa premiação da Confederação Brasileira de Judô (CBJ). O presidente da entidade, Paulo Wanderley Teixeira, anunciou que dará R$ 50 mil aos judocas que conseguirem o ouro nos Jogos. A prata vai valer R$ 30 mil, enquanto os vencedores do bronze serão contemplados com R$ 20 mil.

Em relação aos prêmios, Paulo Wanderley disse à Efe que eles são merecidos, pois os Jogos marcam o ápice da carreira de um atleta.

“Já temos o hábito de premiar judocas em competições como o Mundial, os Jogos Olímpicos e o Pan. Essa premiação que estamos oferecendo é um recorde em termos de judô. Os atletas merecem, pois o evento é o ápice de uma carreira”, afirmou.

Em Pequim, as lutas do judô estão programadas de 9 a 15 de agosto no Ginásio da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pequim.


 

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