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Brasília

Material escolar pesa no bolso, mas é possível economizar

Arquivo Geral

16/01/2016 6h00

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

Para quem tem filhos, um dos maiores gastos deste período é com a compra do material escolar. Mas, devido à falta de educação financeira, as despesas se acumulam e as famílias se perdem em meio a tantas contas para pagar, muitas vezes, ultrapassando o limite do orçamento financeiro.

De acordo com Reinaldo Domingos,  educador e terapeuta financeiro,  a maior dúvida é como economizar sem ter que abrir mão de obter os itens que as crianças necessitam. Para começar, ele sempre recomenda   pensar  o quanto se precisa  trabalhar para conseguir o   salário. A partir daí, diz o especialista, fica fácil valorizar esse dinheiro, aprendendo a pesquisar preço e, principalmente, a negociar os valores das compras.

“Então, o primeiro passo é realizar um diagnóstico da vida financeira da família, para saber exatamente quais   os ganhos e gastos mensais e quanto poderá dispor para a aquisição do material”, ensina Domingos. É fundamental ir às compras com antecedência para não precisar ser obrigado a pagar mais caro de última hora. 

Inflação

A preocupação procede. Nos últimos 12 meses, a inflação da educação teve a maior taxa desde janeiro de 2005, com alta de 9,1%. Não bastasse o reajuste das escolas particulares, que podem chegar a 21%, o  material escolar deve ficar, em média, 10% mais caro. 

De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (ABFIAE), os produtos fabricados em território nacional (caneta, borracha) podem aumentar até 11%, enquanto os importados (mochilas, lancheiras) devem ficar até 35% mais caros. 

Materiais de uso coletivo (resma de papel, copos descartáveis) não devem ser comprados pelos pais, pois são computados na planilha de custos que justifica o aumento   das mensalidades. 

“Material de uso individual é o que o aluno pode levar para casa e para a escola. É importante os pais dosarem o que é pedido na lista a partir do volume usado pelo aluno, atentar para o que a legislação diz e identificar todo o material”, recomenda Domingos.

Consumidores comparam preços

Nas papelarias, economizar é a palavra de ordem entre os clientes. Para isso,  é fundamental fazer uma pesquisa de preço e pedir desconto, garante a comerciante Lourdes Araújo Caciano, 51 anos. Essa é a primeira vez que ela compra material escolar para o neto Rafael, de quatro anos: “Fiz uma pesquisa na internet e comparei os preços. Depois, escolhi o lugar mais barato e ainda pedi desconto. Além disso, tem item da lista que eu pulei, como garrafinha d’água,  que já tenho”.

Apesar disso, ela diz que a crise não perdoa ninguém. “Está tudo muito caro, em especial  as mochilas. Por isso, fiz questão de não trazer meu neto e cair na tentação de levar tudo. Criança sempre escolhe o mais bonito e o mais caro”, brincou a comerciante, que esperava gastar cerca de R$ 250, mas acabou   desembolsando R$ 270.

Não adiantou esperar

Mãe de duas filhas de 13 e 15 anos, a funcionária pública Sandra Fuck de Magalhães, 45,   sempre fez a compra do material escolar em dezembro, mas, desta vez,  deixou o gasto para este mês. “Esperei ter dinheiro e, mais do que isso, fiquei com esperança de pegar   promoções, mas os preços seguem altos. O que mais me surpreendeu foram os livros didáticos”, ressaltou Sandra, que tenta reaproveitar o máximo do material do ano   passado. 

Já a servidora pública Maisa Moura  fez quatro orçamentos antes de eleger a papelaria que iria fazer as compras da filha Marina, de sete anos. “Todo ano, faço, pelo menos, dois orçamentos. Este ano, diante do nosso cenário econômico, tive que pesquisar ainda mais. Estou desde novembro analisando os preços e negociando alguns itens com a minha filha, principalmente, os cadernos”, concluiu. (Colaborou Manuela Rolim)

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