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Brasília

Marido é preso suspeito de assassinar a mulher, que estava grávida

Arquivo Geral

07/09/2017 18h57

Reprodução

Está preso o empresário Horácio Rozendo de Araújo Neto, de 35 anos, suspeito de matar a mulher, Vanessa Camargo, de 28, em Ivolândia, na região central de Goiás. A representante comercial estava grávida de 3 meses quando foi assassinada, no final de julho deste ano. O filho do casal, um menino de 2 anos, estava no local do assassinato.

Horácio foi detido em casa, nessa quarta-feira (6), em Iporá, em cumprimento a um mandado de prisão. De acordo com reportagem do G1, o empresário alega inocência e mantém a mesma versão contada no dia do homicídio, que foi ratificada durante a reconstituição do caso.

Apesar disso, Ramon Queiroz, o delegado responsável pelas investigações defende que há várias provas que apontam que, de fato, o empresário cometeu o crime. Para Ramon, a versão de Horácio apresenta incoerências desde o início. O delegado afirma que provas e testemunhas levam a crer que não havia outra pessoa na cena do assassinato.

O caso continua sendo investigado. Investigadores ainda desconhecem a motivação do crime e procuram pela arma usada no fatídico dia.

O crime

Vanessa foi baleada em uma estrada vicinal de Ivolândia. Ela estava dentro de um carro com o marido e o filho quando, segundo conta o homem, a família foi abordada por dois homens que estavam em uma moto. Horácio diz que parou o automóvel e um dos criminosos assumiu a direção.

Segundo contou o empresário, Vanessa discutiu com o bandido e acabou levando um tiro na cabeça. Marido e criança não ficaram feridos. No momento do crime, a família, que mora em Iporá, seguia para Goiânia por motivos de trabalho. Enquanto um criminoso conduzia o carro, alegou o homem, o outro seguia o veículo conduzindo a motocicleta. Os suspeitos teriam fugido após o crime sem levar nenhum pertence.

Na sequência, Horácio teria pego o filho e ido para a estrada pedir ajuda, já que o celular estava sem sinal. A mulher morreu no local. “Temos uma versão dada pelo marido, trazido como vítima, mas uma versão bastante estranha à nossa realidade e ao nosso cotidiano na atividade policial. Não podemos descartar, temos que checar a versão dele e para isso marcamos a reconstituição”, disse Ramon Queiroz à TV Anhanguera na época do assassinato.

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