Isa Stacciarini
isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br
Diariamente, 330 mil litros de água com aguapés têm sido retirados do Lago Paranoá. A operação da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) começou há dois meses, com o objetivo de limpar o espelho d’água. A limpeza é feita com um barco adquirido exclusivamente para a função, apelidado de “papaguapé”.
A intenção é que até junho de 2013, a limpeza tenha sido finalizada. A remoção dos aguapés evita a superpopulação das espécies. Este tipo de planta consome a oxigenação e prejudica a vida aquática do lago. Além disso, as plantas evitam a entrada de raios solares nas águas. Devido à grande superfície do lago, não houve um controle das plantas que começaram a prejudicar o espelho d’água.
O equipamento foi adquirido por R$ 3 milhões, e o contrato de compra foi assinado no ano passado. A máquina remove as plantas e leva os resíduos para uma esteira, que se localiza às margens do Lago Paranoá. Posteriormente, as micropsias passam por um triturador e seguem para o aterro sanitário. Contudo, uma alternativa ao descarte no aterro está sendo avaliada.
A Caesb está em contato com algumas empresas interessadas em fazer estudos sobre a utilização do material, para que ele possa ser reaproveitado em compostagem – processo para transformá-lo em adubo – ou outros tipos de serventia sustentável. De acordo com a companhia, o ideal é que as plantas sejam aproveitadas, pois parte delas contém um número significativo de nutrientes.
O gerente operacional da bacia do Paranoá, Carlos Nakazato, ressalta a importância da limpeza do Lago Paranoá. “Se os aguapés são bem controlados, eles são um tipo de sistema de tratamento de esgoto. Mas não é o caso do lago, pois as plantas começam a prejudicar uma vez que envelhecem e morrem”, explica o profissional da Caesb.