Manifestantes da Universidade de Brasília (UnB) estão, neste momento, fazendo um protesto no Centro Cultural Branco do Brasil (CCBB). Eles fazem o ato para tentar sensibilizar o Ministério do Planejamento em relação ao pagamento da URP aos professores e servidores da UnB.
O protesto que tinha a ideia de ser pacifício, acabou em confusão. Os manifestantes tentaram entrar no prédio e isso causou transtorno. Foi negociado para que apenas um comissão entrasse para discutir as reinvindicações, porém, os protestantes não aceitaram e queria que todos entrassem também.
Não há feridos. Mas os manifestantes ainda tenta forçar a entrada no prédio do CCBB.
Atualizado às 11:44
Uma comissão de nove pessoas, entre eles estudantes e funcionários, vai entrar agora no prédio para entregar uma carta com as reinvindicações para outra comissão que irá entregar depois ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Confira a cópia da carta:
Carta aberta dos professores da UnB ao
Presidente da República
Sr. Presidente da República,
Os professores, funcionários e estudantes da Universidade
de Brasília estão em GREVE contra a decisão do Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) de efetuar corte salarial de 26,05%, referente ao ganho judicial da URP.
O GOVERNO FEDERAL É RESPONSÁVEL PELO CORTE
DOS NOSSOS SALÁRIOS.
Presidente Lula, o seu ministro Paulo Bernardo, numa atitude
ilegal e arbitrária, mandou o Reitor da UnB reduzir os salários de
professores e servidores. Esta decisão contraria liminares de ministros do STF e do TRF, instâncias superiores ao MPOG, e afronta a autonomia universitária.
O Ministro desqualificou todos os trabalhadores da UnB, acusando-nos de sermos agraciados com “ganhos indevidos” e de “enriquecimento ilícito”, além de outros impropérios.
“Enriquecimento ilícito”? “Ganhos indevidos”? Os professores da UnB mantêm com a Universidade regime de dedicação exclusiva: NOSSO SALÁRIO É A NOSSA ÚNICA FONTE DE RENDA.
Nossa realidade é bem diferente da situação dos ministros e
ocupantes de cargos de confiança do governo ou de estatais que, além de seus salários, ampliam seus ganhos com a participação remunerada em conselhos de empresas públicas e privadas.
Nossa luta é em defesa do Ensino Público, gratuito, de qualidade
e socialmente referenciado. Esta GREVE é para que o Governo
NÃO REDUZA NOSSOS SALÁRIOS!
Presidente, o seu ministro não respeita a Educação, trabalhador da Educação não é ladrão! Não ao Corte Salarial determinado pelo Governo!
A GREVE SE FORTALECE!
Comando de Greve