Com o corte de gastos do governo após o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), website a previsão para o número de postos de trabalho em áreas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário diminuiu de 56 mil para 16.600 vagas em todo o país. De acordo com o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Fazenda, Guido Mantega, os concursos que já foram autorizados e publicaram edital serão realizados normalmente. Este percentual de concursos representa 22,5% do total, 16.600 vagas.
O ministro do Planejamento afirmou que estes concursos serão mantidos mesmo com a perda de arrecadação e com os cortes no Orçamento, mas ressaltou que os editais para novos concursos não serão publicados no momento. Já o ministro da Fazenda Guido Mantega anunciou que o governo vai tentar realizar nas próximas semanas um corte de R$ 20 bilhões em outras áreas, e alertou que se os cortes não forem suficientes, os concursos previstos inicialmente para 2008 serão suspensos definitivamente.
O Ministério do Planejamento reforçou que 2.543 vagas para professor de nível superior, 2.272 vagas para cargos de técnico administrativo (nível superior e formação específica) e 2.728 vagas para cargos técnicos administrativos (Ensino Médio) estão garantidas este ano. Além disso, a Polícia Rodoviária Federal recebeu autorização para a realização de mais dois concursos disponibilizando 2 mil vagas para policial rodoviário e até 3.300 vagas para cargos da área administrativa. O Instituto Rio Branco (IRBr) aumentou de 105 para 115 as vagas para o concurso que forma Diplomatas, e 325 vagas para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 355 vagas para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estão garantidas em 2008.
O Palácio do Planalto defende que está tentando equilibrar o orçamento antes de criar novos concursos, e atribui os cortes à perda da receita de R$ 40 bilhões oriundos da CPMF.