Francisco Dutra
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Tetos em queda livre sobre as cabeças dos estudantes. Fiação elétrica pulsando fora das paredes. Ausência de água nos bebedouros. Neste Dia do Professor, infelizmente grande parte dos centros de ensino não tem as devidas condições para comemorações. Aproximadamente, 134 escolas da rede pública precisam ser reconstruídas. Segundo pesquisa do Sindicato dos Professores (Sinpro), pelo menos 20% das 673 unidades da rede do Distrito Federal deveriam ser demolidas e substituídas por novas instalações.
“Vou citar três exemplos de escolas que deveriam ser reconstruídas: a Escola Classe 59 de Ceilândia, a Escola Classe 425 de Samambaia e a Escola Classe 52 de Taguatinga. Todas têm uma estrutura extremamente frágil, parece até de compensado. Em Samambaia caiu um pedaço do teto na cabeça de um aluno. Em Taguatinga a fiação está exposta oferecendo risco de acidente”, denuncia o diretor do Sinpro Samuel Fernandes.
Outra prova do sucateamento da rede pública é ausência de ventilação na maioria das escolas. Com a expressiva queda das chuvas neste ano, esta estrutura precária tem sido um fator de desconforto e doenças para professores e alunos. E apesar do mundo viver um franco processo de informatização, a tecnologia ainda é um elemento alienígena para a maior parte dos centros de ensino público. Sem internet e equipamentos, professores precisam de soluções criativas para não deixar os pequenos cidadãos fora da realidade tecnológica.
Sem laboratórios e bibliotecas, mas com pipoca
Infelizmente a rede também não oferece laboratórios e bibliotecas para os professores despertarem os olhos dos pequenos para as surpresas das ciências e da leitura. Atividades fundamentais para a formação da percepção analítica, crítica e independente dos futuros cidadãos e cidadãs.
A precarização das escolas atinge até mesmo a merenda das crianças. Constantemente, professores denunciam falta de alimentos ou mesmo a entrega de produtos vencidos para as escolas. Neste ano, esta polêmica ganhou outro tom, quando a Secretaria de Educação chegou a distribuir pipoca, conforme o Jornal de Brasília mostrou na reportagem “Pipoca vira prato principal nas escolas públicas do DF”, publicada em 31 de maio.
Outro lado
Questionada sobre o sucateamento das escolas, a pasta da educação argumentou: “A Escola Classe 59 de Ceilândia, a Escola Classe 425 de Samambaia e a Escola Classe 52 de Taguatinga estão no plano de obras emergenciais. Os projetos estão em fase final para, em 2018, o processo licitatório ser aberto”.
Mais de 133 escolas públicas precisam ser reconstruídas no DF
Hugo Barreto/Jornal de Brasília/Cedoc