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Brasília

Máfia dos concursos: Polícia Civil indicia quatro pessoas

Arquivo Geral

31/08/2017 12h05

Reprodução

Quatro pessoas foram indiciadas, nessa quarta-feira (30), por organização criminosa, fraude em concursos públicos e vestibulares e falsificação de documento público durante operação Panoptes. De acordo com a Polícia Civil, o grupo é responsável por fraudar concursos por, ao menos, os últimos dez anos.

Um dos indiciados é Hélio Ortiz, apontado como chefe do grupo. Na última semana, ele foi preso pela terceira vez por fraude em concursos. Na ocasião, ele ainda foi indiciado por maus-tratos a animais por manter uma rinha de galos em casa.

O filho de Hélio, Bruno Ortiz, também foi indiciado. Ainda segundo a corporação, ele é oficial de Justiça do Pará e estaria afastado desde 2006. Apesar disso, no entanto, Bruno continuaria recebendo R$ 1,3 mil de salário.

O terceiro indiciado é Rafael Rodrigues Matias, considerado o “braço direito” de Bruno. Por fim, o quarto indiciado é Johann Gutemberg dos Santos, dono de uma faculdade em Taguatinga. Investigações apontam que a instituição vendia diplomas falsos.

Relembre o caso

De acordo com a polícia, os criminosos usavam quatro tipos de trapaças recorrentes: a utilização de ponto eletrônico para receber o gabarito; o uso de aparelhos celulares deixados em alguma parte do local da prova, geralmente no banheiro, para a obtenção das respostas; o emprego de identidade falsa para que uma pessoa se passe pelo candidato; e a quarta, considerada mais grave, consiste na participação de integrantes das próprias bancas examinadoras nas fraudes.

Para entrar no esquema, os candidatos davam entrada de R$ 5 a R$ 20 mil. Depois de tomar posse, tinham que pagar 20 vezes o valor do salário previsto em edital. A polícia suspeita de centenas de fraudadores. Eles eram aliciados nas portas de cursinhos e faculdades.

Batizada de Panoptes, a ação é realizada em várias regiões administrativas e cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão.

As investigações foram iniciadas há três meses quando os investigadores descobriram tentativas de fraudes, a partir de denúncias, no concurso do Corpo de Bombeiros. A atuação do grupo criminoso injustiça quem se dedicava para garantir uma vaga nos concursos.

Tanto os candidatos quanto a organização criminosa devem responder por fraude em concurso público, com pena de até seis anos de reclusão.

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