Mais de dez anos após o crime, uma mulher acusada de matar a própria filha recém-nascida será julgada nesta quinta-feira (10), no Tribunal do Júri do Paranoá. A sessão de julgamento está marcada para 8h30. Ela vai a júri por homicídio simples.
O crime aconteceu em janeiro de 2007 e o inquérito policial foi instaurado na 6ª Delegacia de Polícia, responsável pela região do Paranoá, depois que a mãe acionou o serviço do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) porque estava perdendo muito sangue. Para o enfermeiro, a acusada mencionou que estava sem menstruar e naquela noite tinha tido uma hemorragia.
Porém, no hospital, a médica que a examinou constatou a existência de placenta de cerca de 530 g, indicando gestação de 30 semanas. A mãe negou que estivesse grávida e tentou fugir do hospital.
A mulkhr foi denunciada pelo Ministério Público do DF por homicídio e ocultação de cadáver. Como ficou foragida durante um período e porque na ocasião dos fatos ela tinha entre 18 e 21 anos (menoridade relativa), o crime de ocultação de cadáver acabou prescrevendo e ela será julgada apenas pelo crime de homicídio simples.