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O Você Repórter desta terça-feira registrou reclamações, ambulance histórias e sugestões de pautas de diversas pessoas que passaram pela Rodoviária do Plano Piloto. A tenda do projeto está armada na plataforma inferior, sildenafil das 6h às 19h.
Com o objetivo de aproximar os leitores do trabalho desenvolvido pela equipe de reportagem do Jornal de Brasília, order do Na Hora H e do portal de notícias ClicaBrasília, o Você Repórter também busca trazer soluções para os problemas cotidianos.
Até o final do ano, a equipe do Você Repórter deverá passar por 16 pontos. O próximo destino é o Parque da Cidade, no próximo final de semana. E, em seguida, vai atender os leitores de Ceilândia.
Leia algumas reclamações que leitores registraram no Você Repórter, na Rodoviária, na terça-feira (18/09):
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Falta de remédio
Pacientes da rede pública de saúde reclamam da falta de medicamento na Farmácia de Alto custo, do Hospital de Base de Brasília (HBB). Segundo a dona de casa Elisabethi Juriti, 46 anos, há quase duas semanas falta Eritropoietina – específico para o tratamento de insuficiência renal. A mãe dela, a aposentada Ernestina Juriti, 77 anos – que sofre com a doença há mais de 12 anos –, já está há uma semana sem tomar as injeções.
“Ela faz três sessões por semana e precisa tomar as injeções toda vez para ficar bem. Sozinha, não tenho condições para comprar o remédio, que custa mais de R$ 350”, contou Elisabethi. Ela mora sozinha com a mãe e ganha menos de R$ 450 por mês. “Tenho medo dela passar mal. Pessoas que sofrem dos rins não podem ficar tanto tempo sem tomar a medicação”, completou. Morador do Recanto das Emas, o auxiliar de serviços gerais Pedro da Silva Leite, 49 anos, também procurou a farmácia na tarde de ontem e foi informado pelos atendentes que o remédio está em falta e sem previsão de chegada. “Essa é a segunda vez que venho aqui esta semana e eles dizem que não tem. Moro longe e não tenho muitos recursos. Cada passagem que gasto pesa no meu bolso. Fora isso, o meu médico me assustou ao falar das complicações que posso ter se não tomar a injeção”, reclamou. A equipe de reportagem do Jornal de Brasília entou em contato com a Secretaria de Saúde para checar o que estava acontecendo. Segundo o coordenador da Nefrologia – especialidade que estuda e pesquisa o funcionamento dos rins e das doenças renais –, Sérgio Cazechia, não há reclamações de pacientes quanto à falta do medicamento. “Não estamos sabendo do fato. Isso é uma novidade. O Ministério da Saúde é responsável pela entrega, e pelo que sei a fez normalmente”, afirmou. Questionado pelo JBr a respeito do estoque do medicamento, o coordenador informou que o sistema estava fora do ar e não seria possivel puxar o número total de caixas de Eritropoietina. “De qualquer forma, temos certeza que tem o remédio na farmácia. Os pacientes podem retornar amanhã (hoje) para recebê-lo. No entanto, existem casos específicos em que a entrega não foi autorizada por algum motivo. Sendo assim, o paciente deve procurar o médico para reavaliar a autorização”, afirmou Cazechia.
Centro da cidade bagunçado
O morador de São Sebastião José Leonardo da Silva, 20 anos, reclama que o centro da cidade está muito bagunçado. Segundo ele, os ambulantes ocuparam as calçadas, impedindo a passagem dos pedestres. Os carros de som, que fazem propaganda comercial, passam a incomodar os moradores muito cedo. “Estamos dormindo ainda quando começam as propagandas nos carros de som. Somos trabalhadores e precisamos descansar. Ninguém merece acordar às 6h30 da manhão com toda aquela gritaria”, disse. Apesar das críticas à São Sebastião, José Leonardo elogiou o centro de Ceilândia. “Lá sim, o governador conseguiu dar jeito. Precisamos que ele faça isso aqui”, pediu o leitor. A Administração do local disse que tem colocado fiscalização nas ruas para impedir a expansão do comércio informal. Quanto ao barulho, a administração informou que irá multar os comerciantes que desrespeitarem a lei do silêncio.
Obras que incomodam
O leitor Mário Félix da Silva, 25 anos, reclama das obras que estão sendo feitas na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto. Segundo ele, os pedestres são atingidos diariamente por pedras que caem do local. “Tem uma britadeira que quando é ligada joga pedra para todos os lados, machucando as pessoas que passam por lá”, denuncia. A administração do local informou que existem barreiras de acesso para evitar acidentes. Mesmo assim, o jovem alerta que não têm funcionado. “Peço para que as autoridades venham ver de perto a situação. Eu não sou o primeiro a reclamar”, disse.
Falta de segurança
A secretária Iolanda Martinez, 39 anos, afirma que todos os dias, moradores de Ceilândia Norte são assaltados nas paradas de ônibus da cidade. “Só na minha rua foram uns 10. A polícia tem que colocar mais gente nas ruas nos horários da volta do trabalho”, declarou. Segundo ela, os bandidos aproveitam o cansaço e a distração dos trabalhadores para roubar. O Batalhão de Polícia de Ceilândia afirma que as rondas são feitas ostensivamente no local. Mas prometeu reforçar a segurança em horários específicos.
Você pode ter sua reclamação ou sugestão de reportagem postadas aqui, no portal de notícias do ClicaBrasília. Basta procurar a tenda do Você Repórter na Rodoviária do Plano Piloto, das 6h ás 19h.
