Mariana Laboissière
mariana.laboissiere@jornaldebrasilia.com.br
O crescimento desordenado, ocupações de áreas públicas, puxadinhos e construções irregulares são características atuais da bagunça urbana da Brasília, muito embora o projeto original da cidade planejada tenha sido traçado, justamente, no sentido de afastar fantasmas como esses. Uma lei em fase de elaboração pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente (Seduma) promete mudar o cenário até o fim deste ano, apesar de ainda estar só no papel. Trata-se do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico (PPCUB), que deverá orientar a população e o poder público com diretrizes de uso e ocupação, além de ações para o resguardo dos princípios fundamentais do plano urbanístico de Brasília.
As regiões administrativas do Plano Piloto, Candangolândia, Cruzeiro e Sudoeste/Áreas Octogonais compreendem a poligonal tombada da cidade, isto é, estão sob a proteção governamental por possuirem características históricas, artísticas, estéticas, arquitetônicas, arqueológicas, ou documental e ambiental. Mas, segundo especialistas, são reféns do desrespeito por parte do próprio tutor, principalmente, no que tange o favorecimento à especulação imobiliária. Mesmo assim, a cidade mantém o título de Patrimônio Mundial reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) desde 1987.
“O comitê gestor não cogita, de nenhuma forma, a exclusão da cidade da lista do Patrimônio Mundial ou inclusão na lista do Patrimônio Mundial em perigo”, alerta a coordenadora de Cultura da Unesco no Brasil, Jurema Machado. “Ela é uma cidade que tem problemas que devem ser acompanhados, mas são problemas de gestão de uma cidade dinâmica e que foi inscrita no seu início de formação. As motivações para que Brasília fosse inscrita ainda existem”.
Leia mais na edição desta quinta-feira (22) do Jornal de Brasília.