Ana, 34 anos, conseguiu romper um ciclo de violência doméstica e passou a contar com proteção da Justiça no Distrito Federal após procurar ajuda e denunciar as agressões e ameaças que sofria do ex-companheiro.
Segundo o relato, a juíza Gislaine Campos deferiu imediatamente medidas protetivas de urgência para garantir a segurança da vítima. O agressor foi proibido de manter contato, se aproximar dela e frequentar o local de trabalho de Ana.
A mulher também foi incluída no Programa Viva Flor, da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), que permite acionar a polícia em caso de emergência por meio de um dispositivo instalado no celular. Além disso, a Justiça requisitou monitoramento pelo Policiamento de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid), equipe especializada da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
Quando o agressor tentou se aproximar novamente, Ana acionou o sistema e a proteção foi reforçada. Ele passou a usar tornozeleira eletrônica. Há quase um ano, segundo o texto, ela vive sem novos contatos e tentativas de aproximação do ex-companheiro.
Atualmente, de acordo com dados da SSP-DF, 2.141 mulheres são assistidas pelo Viva Flor, e 3.429 vítimas já passaram pelo programa. Desde a criação da iniciativa, não houve registro de nova agressão grave ou feminicídio entre as mulheres protegidas pelo dispositivo.
Ana afirma que a medida protetiva foi decisiva para que pudesse seguir com a vida, manter o emprego e receber apoio psicológico e participação em grupo reflexivo para mulheres, por meio de instituição parceira da Justiça.
O caso é apresentado como exemplo da atuação integrada da Justiça e da rede de proteção no enfrentamento à violência doméstica, em contraste com a história da mãe de Ana, que não procurou ajuda e foi assassinada com dezenas de facadas.