A Justiça do Distrito Federal manteve a prisão preventiva de Pedro Turra, acusado de agredir com vários socos na cabeça o adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, em janeiro deste ano. O jovem morreu em fevereiro, após ficar internado por 16 dias.
A decisão foi assinada na quarta-feira (30) pela 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras, após a defesa de Turra alegar excesso de prazo na prisão preventiva. Ao analisar o pedido, o juiz concluiu que não houve demora injustificada no andamento do processo.
Segundo a decisão, uma das etapas foi prolongada devido à necessidade de laudos complementares solicitados pela própria defesa. No fim de setembro, o Instituto de Medicina Legal (IML) complementou um laudo já apresentado e reafirmou que não havia indícios de que a morte tivesse sido provocada por negligência hospitalar ou demora no atendimento. A perícia apontou as agressões como causa da morte.
A Justiça também considerou a gravidade das agressões e o risco de novos episódios de violência para manter a prisão. Na decisão, o magistrado mencionou registros de outras ocorrências atribuídas a Turra. O acusado já era investigado por uma suposta agressão contra outro jovem em Águas Claras.
O processo ainda está nas etapas iniciais e aguarda a conclusão da fase de instrução para que a Justiça decida se Turra será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. O magistrado entendeu que é necessário aguardar a perícia complementar antes de tomar essa decisão. Em agosto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também negou um pedido de soltura.
Segundo a investigação, Turra agrediu Rodrigo após uma briga em Vicente Pires, em 23 de janeiro. O adolescente ficou internado por 16 dias e morreu em fevereiro.