Adriana Villela e Paulo Cardoso, acusados de participação no triplo homicídio da 113 Sul, ocorrido em agosto de 2009, permanecem no banco dos réus após decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). O ex- ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, a mulher dele, Maria Carvalho Mendes Villela, e a empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva, foram assassinados com golpes de faca dentro do apartamento da família.
A decisão em relação ao acusado Paulo foi unânime e não cabe mais recurso no âmbito do TJDFT. Em relação à ré Adriana Villela, filha do casal, não houve unanimidade quanto a sua participação no crime. Logo, ainda caberá embargos infringentes à Câmara Criminal do Tribunal.
Defesa
O julgamento do recurso começou por volta das 14h e terminou às 17h30 dessa quinta (23). Na primeira fase da sessão, os advogados dos réus fizeram sustentação oral, defendendo, preliminarmente, a nulidade do processo. Segundo afirmaram, as investigações foram mal conduzidas e a conclusão de que os homicídios foram encomendados pela filha do casal seria completamente fantasiosa e sem qualquer comprovação.
O advogado de Paulo acusou a polícia de ter forçado o réu a confessar. Já a defesa de Adriana usou um gráfico para mostrar a trajetória da cliente no dia e na hora provável dos fatos, que, segundo sustentou, contrariaria todas as versões dadas pelos outros envolvidos.