Tem início nesta segunda-feira (13) o julgamento dos acusados de envolvimento na maior chacina já registrada no Distrito Federal, que resultou na morte de dez pessoas de uma mesma família entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023.
O caso foi investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal, que apontou como motivação a disputa por uma chácara de 5,2 hectares, avaliada em cerca de R$ 2 milhões, localizada na região do Paranoá. Segundo as investigações, o objetivo dos criminosos seria eliminar possíveis herdeiros para assumir a posse do terreno.
Cinco réus serão julgados: Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva.
Eles respondem por uma série de crimes, incluindo homicídios qualificados, extorsão, roubo, sequestro, constrangimento ilegal, fraude processual, corrupção de menores e ocultação de cadáver.
Crime em série e ocultação de provas
As investigações apontam que os assassinatos ocorreram de forma encadeada, com uso de cativeiro e tentativa de ocultação dos corpos.
O caso começou a ganhar repercussão em 12 de janeiro de 2023, quando a cabeleireira Elizamar Silva desapareceu com três filhos após sair para buscar o marido, Thiago Gabriel Belchior.
No dia seguinte, o carro da família foi encontrado incendiado, com quatro corpos carbonizados, em uma área rural próxima a Cristalina (GO).
Nos dias seguintes, outros familiares também foram dados como desaparecidos. Parte dos corpos foi localizada em veículos queimados, enquanto outros foram encontrados enterrados e até esquartejados em uma casa usada como cativeiro, em Planaltina.
Vítimas
Entre as vítimas estão:
Elizamar Silva (39), cabeleireira
Thiago Gabriel Belchior (30)
Três filhos do casal, com idades entre 6 e 7 anos
Marcos Antônio Lopes de Oliveira (54)
Renata Juliene Belchior (52)
Gabriela Belchior (25)
Cláudia Regina Marques de Oliveira (54)
Ana Beatriz Marques de Oliveira (19)
Segundo a polícia, a execução de todos os membros da família teria sido planejada para evitar qualquer disputa futura pela propriedade.
Julgamento
O julgamento ocorre no Tribunal do Júri de Planaltina e deve se estender por vários dias, diante da complexidade do caso e do número de crimes atribuídos aos réus.
A expectativa é que testemunhas, investigadores e peritos sejam ouvidos ao longo das sessões, que devem reconstruir uma das investigações mais brutais já conduzidas no Distrito Federal.