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Brasília

Julgamento da chacina do DF inicia nesta segunda-feira

Cinco réus acusados de matar 10 pessoas de uma família vão a júri popular no Fórum de Planaltina.

Redação Jornal de Brasília

09/04/2026 15h11

fórum de planaltina

Fórum de Planaltina. Foto: Divulgação

O julgamento de cinco réus acusados pela chacina que resultou na morte de 10 pessoas de uma mesma família no Distrito Federal começa nesta segunda-feira, 13 de abril, às 9h, no Fórum de Planaltina. Os acusados são Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva. Eles respondem por homicídios qualificados, extorsão, roubo, sequestro, constrangimento ilegal, fraude processual, corrupção de menores, ocultação e destruição de cadáver, entre outros crimes.

Os crimes ocorreram entre outubro de 2022 e janeiro de 2023. As investigações revelaram que o grupo planejou tomar a posse da chácara Quilombo, no Itapoã, pertencente a Marcos Antônio Lopes de Oliveira, e subtrair dinheiro da família dele. O plano inicial incluía matar Marcos e sequestrar membros da família.

Em 27 de dezembro de 2022, Gideon, Horácio e Carlomam, acompanhados de um adolescente, renderam Marcos, sua esposa Renata Juliene Belchior e sua filha Gabriela Belchior de Oliveira na residência da família. Eles subtraíram cerca de R$ 49,5 mil e levaram as três vítimas para um cativeiro no Vale do Sol, em Planaltina. Lá, Marcos foi assassinado por Gideon e Horácio, e seu corpo foi enterrado no terreno com ajuda de Carlomam e do adolescente. As mulheres foram mantidas vivas no local.

Na manhã seguinte, Fabrício assumiu a vigilância do cativeiro. O adolescente fugiu, e Renata e Gabriela foram ameaçadas para fornecer senhas de celulares e contas bancárias. Usando os aparelhos, o grupo monitorou Cláudia da Rocha Marques, ex-esposa de Marcos, e Ana Beatriz Marques de Oliveira, sua filha, com o objetivo de atraí-las para uma emboscada e roubar R$ 200 mil de uma venda de lote.

Entre 2 e 4 de janeiro de 2023, Gideon, Horácio e Carlomam renderam Cláudia e Ana Beatriz em casa, amarraram-nas e as levaram ao cativeiro. Elas também foram coagidas a fornecer senhas. A partir dos telefones, o grupo identificou Thiago Gabriel Belchior de Oliveira, filho de Marcos e Renata, como possível obstáculo e decidiu matá-lo.

Em 12 de janeiro, usando os celulares das vítimas, atraíram Thiago à Chácara Quilombo, onde foi rendido por Carlomam e Carlos Henrique, com Horácio fingindo ser vítima. Thiago foi levado ao cativeiro e ameaçado para dar a senha do celular. Com acesso ao aparelho, contataram Elizamar, esposa de Thiago, e a atraíram ao local junto com os três filhos pequenos. Todos foram rendidos, amarrados e levados a Cristalina, em Goiás, onde foram estrangulados até a morte. Os corpos foram incinerados dentro do carro de Elizamar.

De volta ao cativeiro, Gideon, Horácio e Carlomam decidiram eliminar as demais vítimas para encobrir os crimes. Em 14 de janeiro, Renata e Gabriela foram levadas a Unaí, em Minas Gerais, estranguladas e seus corpos queimados. Fabrício, após desentendimento, abandonou o grupo.

No dia 15 de janeiro, Gideon ordenou que Horácio e Carlomam matassem Cláudia, Ana Beatriz e Thiago. Eles foram levados a uma cisterna próxima ao cativeiro e executados a golpes de faca, com os corpos escondidos no local. Fabrício e Horácio retornaram ao cativeiro e atearam fogo a objetos das vítimas para atrapalhar as investigações.

A denúncia foi oferecida pela Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Planaltina, sob o processo número 0700144-92.2023.8.07.0021.

*Com informações do MPDFT

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