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Brasília

Juiz João Lourenço relata trajetória de superação no Programa História Oral do TJDFT

O magistrado compartilha jornada da infância rural na Bahia à magistratura em Brasília, destacando a importância da justiça individualizada.

Redação Jornal de Brasília

27/02/2026 16h57

Foto: Divulgação/TJDFT

image 1200 Foto: Divulgação/TJDFT

O Memorial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) divulgou, nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, uma entrevista concedida pelo juiz João Lourenço da Silva ao Programa História Oral. A gravação, realizada no Memorial TJDFT – Espaço Desembargadora Lila Pimenta Duarte, foi conduzida pelo 1º vice-presidente do Tribunal, desembargador Roberval Belinati.

Durante a entrevista, o juiz revisitou sua trajetória pessoal e profissional. Nascido na zona rural de Serra Dourada, na Bahia, mudou-se para Brasília motivado pelo desejo de trabalhar e estudar, garantindo uma renda fixa para a família. Ingressou no serviço público em 1978 como agente de portaria no Ministério da Justiça.

Inspirado pela leitura de um parecer elaborado por um assistente jurídico, decidiu cursar Direito. Formou-se em 1986 pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF) e, antes de entrar na magistratura, atuou como analista judiciário no TJDFT. João Lourenço da Silva foi empossado como juiz do Distrito Federal em 1996 e atualmente é titular da 3ª Vara Criminal de Taguatinga.

Aos 71 anos, com 30 deles dedicados à magistratura, o entrevistado enfatizou sua visão de que um bom juiz deve priorizar a justiça individualizada, indo além da mera aplicação da lei e considerando o que é mais justo para cada caso. Ele refletiu sobre os altos índices de criminalidade no país e o papel do Judiciário nessa realidade. “Eu me sinto realizado, pois escolhi o caminho certo, que foi estudar e seguir nessa carreira”, concluiu.

O Programa História Oral integra a iniciativa institucional de preservação da memória do Judiciário do Distrito Federal, reunindo depoimentos de magistrados, servidores e outros participantes da trajetória do TJDFT desde sua instalação, em 1960. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.

A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes idealizou e implantou o programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, gravando 25 entrevistas com dedicação exemplar.

Com informações do TJDFT

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