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Brasília

Juiz decreta prisão de delegado do DF acusado de tentativa de homicídio

Arquivo Geral

30/04/2013 23h18

A justiça goiana decretou no final da tarde desta terça-feira (30), a prisão do delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Willy Borges de Amorim. Ele é acusado de tentar matar Danilo Souza Campos e Georton dos Passos Rodrigues, em frente à boate Santafé, no Parque Agropecuário de Goiânia, em maio de 2011. As duas vítimas da tentativa de homicídio são policiais militares.

De acordo com informações do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Willy não compareceu a audiência realizada hoje (30), bem como não justificou sua ausência. O delegado não foi intimado por não ter sido encontrado. De acordo com o juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, a ausência do acusado estampa uma situação de desprezo pelo andamento processual, o que justifica a utilização do artigo 311 do Código de Processo Penal no sentido de garantir a instrução criminal, bem como a ordem pública.

Até o fechamento dessa matéria a reportagem do Jornal de Brasília tentou ouvir o delegado Willy Borges de Amorim que atualmente trabalha na Delegacia da Criança e do Adolescente II (DCA II), no entanto, colegas do agente que trabalham com ele na DCA, informaram que Amorim precisou ir ao médico por causa de problemas de saúde.

 

Entenda o caso

Willy frequentava uma festa na boate Santafé no dia 29 de maio de 2011, quando segundo testemunhas, em determinado momento ele começou a urinar dentro do estabelecimento. Ao perceberem a situação, os dois militares que aproveitavam o momento de folga para trabalhar como seguranças no local, questionaram o delegado. Neste momento, segundo informações contidas no processo, Amorim sacou sua arma e alvejou um dos policiais na perna. Ao perceber a situação, o outro PM entrou em briga corporal com o delegado do DF, o homem também acabou sendo ferido na perna.

 

Na época do incidente, a boate Santafé esclareceu que os dois policiais feridos não eram contratados. Ainda de acordo com o estabelecimento, o incidente aconteceu na fila de entrada, quando o delegado Willy foi impedido de entrar na casa noturna por causa do fato dele ter urinado dentro do camarote na noite passada ao crime.
Ainda de acordo com a casa noturna, em comunicado divulgado em 2011, os policiais baleados eram clientes e estavam aguardando  o momento certo para entrar na casa quando o delegado iniciou a confusão que culminou nos disparos.

 

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