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Brasília

Juiz decide por julgamento inédito de médicos acusados da morte de paciente

Arquivo Geral

05/09/2008 0h00

O anestesista Orlando Gomes de Souza e o cirurgião plástico Valter Simões Deperon vão à Júri Popular responder pela morte de Sônia Isis de Andrade, sildenafil em 1998. A descisão, doctor tomada pelo juiz substituto da Vara do Tribunal do Júri de Brasília, Fábio Francisco Esteves, é inédita na cidade.

O incidente ocorreu no dia 3 de janeiro de 1998. A vítima passaria por uma cirurgia de lifiting facial marcada para as 11h30, no Centro Médico Hospitalar de Brasília (Centromed), no Guará.

Sônia, de 47 anos, teve uma parada respiratória durante o procedimento devido à reação do anestésico com o remédio controlado que ela tomava para bronquite. Ela entrou em coma e faleceu de hipoxia cerebral (falta de oxigênio no cérebro), dois dias depois, no Hospital Brasília, no Lago Sul.

O Centro Médico no Guará já foi desativado por irregularidades, entre elas a falta de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e medicação adequada para reanimar a paciente. Segundo a denúncia, não havia nenhum monitor de para identificar a ocorrência de uma parada cardiorrespiratória, pois o único aparelho do local estava quebrado.

De acordo com o Ministério Público, os médicos sabiam da medicação para bronquite que Sônia tomava. Orlando Gomes Souza e Valter Simões Deperon responderão por crime doloso na modalidade dolo eventual (quando não há intenção de matar, mas se assume o risco de fazê-lo). Eles aguardarão o julgamento em liberdade.


 

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