Mais um caso de agressão devido à intolerância política foi registrado no Distrito Federal nesta quinta (31). De acordo com a jornalista Priscilla Vansconcelos, de 36 anos, ela sofreu agressões verbais após um ônibus, que se deslocava para a manifestação na Esplanada dos Ministérios, bater em seu carro, em frente à 5ª Delegacia de Polícia, no Setor Bancário Norte.
“Eles só pararam o ônibus porque eu coloquei meu carro na frente, mas eles queriam fugir. O motorista desceu e começou a me agredir verbalmente. Só não veio pra cima de mim por causa de uma testemunha que viu tudo e me ajudou”, relata Priscilla.
Os manifestantes que, segundo a jornalista, estavam com camisas vermelhas, desceram do ônibus para mais ofensas. “Tentaram me intimidar”, desabafa.
O caso foi registrado na 5ª DP, que informou se tratar de um acidente de trânsito sem vítima.
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No Rio Grande do Sul, uma pediatra se negou a atender o filho da suplente de vereador pelo PT em Porto Alegre, Ariane Leitão. A médica chegou a enviar uma mensagem de texto para Ariane, informando que estava “declinando, em caráter irrevogável” de continuar atendendo seu filho de 1 ano.
Em São Paulo, o designer Hélio de França Teixeira, de 33 anos, foi agredido com um soco no olho por um grupo de rapazes contrários à manifestação realizada na Avenida Paulista, na ultima sexta (18). O rapaz afirma que tinha participado do protesto, acompanhado todo o discurso do ex-presidente Lula, e estava deixando a via rumo ao Metrô, quando foi atacado.
A imprensa também é vista como inimiga
Uma reportagem do EL PAÍS questionou as agressões à imprensa. “Onde você pensa que está?”, gritou um homem para a repórter do jornal. “Eu sei o que vocês escrevem. Vocês distorcem os fatos”, dizia outro manifestante com uma camiseta escrito “fora Dilma”.