Depois de arrasar todos os seus adversários nas Olimpíadas de Pequim, a seleção brasileira feminina de vôlei entrou em quadra para a semifinal contra a China de uma maneira estranha. Visivelmente nervosas, algumas jogadoras erraram lances bobos e permitiram que as donas da casa abrissem 5 a 1 no placar. Apesar de melhorar no decorrer do jogo, as atletas só jogaram o seu melhor na terceira etapa, quando fizeram 25 a 14 nas rivais.
“O jogo de hoje não foi controlado, pois estávamos tensas até o segundo set. Foi só no terceiro que nós conseguimos impor o nosso ritmo”, comentou a central Walewska, dona da medalha de bronze nas Olimpíadas de Sidney, em 2000. à TV Globo. Maior pontuadora da partida, com sete acertos, Sheilla destacou o poder de reação da equipe. “O time está de parabéns, pois soube controlar a ansiedade do começo”, destacou.
A líbero Fabi foi mais uma a admitir o nervosismo da equipe nos primeiros minutos jogando contra a China com 18 mil torcedores contra. “Deu para sentir a ansiedade, mas já estava na nossa hora depois de tudo o que passamos nos últimos quatro anos. Só falta um jogo”, comemorou.
De olho na final, ela ressaltou a força dos Estados Unidos, último adversário antes do ouro olímpico. “Está todo mundo falando que elas são uma zebra, mas é na verdade um time forte”, destacou. Sheilla, porém, admite o favoritismo nadecisão. “Os Estados Unidos surpreenderam a todos, mas temos que pensar o nosso jogo”, ensinou.