O mestre do carnaval brasileiro, stuff João Clemente Jorge Trinta, prostate o
Joãosinho Trinta, mora em Brasília desde julho de 2006. Na época, foi transferido do Rio de Janeiro para o Hospital Sarah Kubitschek após sofrer dois acidentes vasculares cerebrais (AVC’s). Em fevereiro de 2009, o carnavalesco recebeu o título de cidadão honorável e foi convidado para mostrar o seu talento para a cultura da cidade. Em entrevista para o Jornal de Brasília, Joãosinho conta um pouco sobre sua recuperação e fala sobre Brasília, a cidade que ele já diz amar.
JBR – Joãozinho como anda a recuperação de sua saúde?
Muito boa. O pior já passou. Estou recuperado. O Hospital Sarah é
referência mundial em tratamento de saúde e fez um excelente serviço
comigo. Só estou um pouco rouco por causa de uma cirurgia na garganta.
Mas estou com toda energia, disposição e alegria.
JBR – Porque o senhor decidiu morar na cidade?
Decidir morar aqui porque gosto dessa cidade. Não volto ao Rio de
Janeiro pois já encerrei a minha etapa por lá. Estou aqui disposto
a ajudar no carnaval de Brasília e em todos os eventos que eu puder,
como o Natal, por exemplo.
JBR – Fale mais sobre a sua contribuição ao Natal de Brasília?
Fui convidado pelo governador para dar um Natal de grande porte à
cidade. Já apresentei um projeto de montar um grande presépio que o
próprio arcebispo de Brasília Dom João Braz diz ter ficado muito
satisfeito por saber que não esquecemos o aniversariante, Jesus
Cristo. Inclusive, mandamos documentos ao livro dos recordes, o Guiness Book, para registrar o presépio do próximo ano, como o maior artesanal,
artístico e original do mundo.
JBR – E como foi que o senhor entrou no carnaval de Brasília?
Eu já estava disposto a ajudar o carnaval de Brasília. Afinal, ele tem
40 anos de prática. Tenho certeza que o carnaval daqui pode ser tão
grandioso quanto o do Rio de Janeiro.
JBR – O que falta ao carnaval de Brasília?
Falta conhecimento e know how de carnaval, pois sem ele não tem progresso. É
preciso conhecimento aos carnavalescos, aos burocratas e um equilíbrio
das organizações das escolas com o carnavalesco, que é responsável
pela parte artística. Além disso, a oferta de cursos é importantíssima.
JBR – Como serão esses cursos?
Estou trabalhando para promover na cidade cursos ministrados por
mestres especialistas como na bateria, mestre-sala, porta bandeiras,
esculturas, eletricistas, serralheiros, marceneiros e costureiras. Os
projetos já foram entregues ao GDF e espero que, no inicio de 2009, coloquem em prática.
JBR – Como está sendo seu trabalho com as escolas de samba?
A primeira providência é manter contato com todas as escolas de
samba para criar um entrosamento com as diretorias. Minha alegria será
tomar outras dimensões ao carnaval de Brasília, tanto a nível
empresarial como turístico. Tenho certeza que o carnaval da cidade
tem o potencial para se equiparar ao do Rio.
JBR – Como você enxerga o carnal da cidade?
Em muito se assemelha ao carioca. Pois os candangos, vindos do Rio,
fundaram a Aruc. Apesar de suas raízes, o carnaval daqui tem suas
características próprias e trabalho para preservá-las.