Depois das viagens e do período de festas, é hora de reorganizar a agenda financeira. Janeiro mal começou e as contas já batem à porta dos brasilienses. Contudo, os mais distraídos nem sempre se lembram dos tributos quando fazem os cálculos, o que pode apertar a renda de muitas famílias. Muitos contribuintes ainda não se prepararam para a atualização do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que deve acrescer 5,69% no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Porém, há outra novidade que deve ir para a ponta do lápis: a redução de 4,5% no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Segundo a Secretaria de Fazenda (SEF-DF), aproximadamente 95% da frota regional pagará IPVA menor neste ano. “As alíquotas não sofreram mudanças, sendo mantidos os índices de 1% para veículos de carga com lotação acima de 2.000kg; 2% para os ciclomotores, motocicletas, motonetas, quadriciclos e triciclos; e de 3% para automóveis, caminhonetes, dentre outros”, informou o órgão.
Mas, quando o assunto é IPTU, é bom se preparar. Apesar de não chamar de aumento e, sim, atualização, fato é que o valor vai subir, a partir de maio. “As alíquotas no DF são de 3% para terrenos desocupados; de 1% para imóveis não construídos, portadores de alvará de construção por até 36 meses, áreas comerciais, parte de moradias utilizadas como comércio; e 0,3% para salas, quitinetes e outros imóveis residenciais edificados”, ressaltou a pasta.
E é bom lembrar que quem não paga o IPTU tem o nome incluído na Dívida Ativa e fica com várias restrições. Entre elas, não poder assumir cargo público e nem usar os créditos do Programa Nota Legal. Em 2013, 234 mil imóveis (30% dos tributáveis) deixaram o imposto pendente, equivalente a R$ 146 milhões em arrecadação.
À vista é melhor
Quem optar pela cota única terá 5% de desconto. Para especialistas, se isso não for possível, o melhor é quitar um dos impostos à vista e o outro, parcelado. “Não se esqueça de rever as dívidas remanescentes, para ter noção do total das despesas mensais. Caso não tenha reserva financeira, recomendo fazer um diagnóstico, para saber quais são os gastos e qual pode ser reduzido, ou até cortado”, diz Reinaldo Domingos, educador e terapeuta financeiro.


