Raphaella Sconetto
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Foram três longos anos de tentativas para que os irmãos sírios Juman e Limar Al Najm, de 8 e 11 anos, respectivamente, pudessem encontrar o jogador de futebol Neymar. Após muita insistência e horas na porta do hotel, os refugiados conheceram o camisa 10 da Seleção Brasileira.
O encontro, que durou 15 minutos, foi regado de muita emoção. “Eu fiquei tão assustado e tão feliz ao mesmo tempo”, conta Juman, o irmão mais velho. Segundo o produtor e amigo da família Elciomar de Sousa, o jogador foi simpático. “Ele desceu só para falar com os meninos e deu tempo de tirar muitas fotos e explicar todos os presentes”, comenta.
O craque recebeu sete lembranças dos meninos, cada uma com significado diferente: uma camiseta que faz parte da campanha Paz no Mundo, uma estatueta como forma de agradecimento pelo vídeo que Neymar gravou para eles, um CD com as músicas dos garotos, um chapéu tarbush – adorno típico da Síria -, um porta-retrato com uma foto dos dois, um troféu em forma de estrela e um símbolo da paz.
Agora, os sírios querem fazer um leilão das roupas e do boneco do Neymar – itens que se tornaram característicos – para que possam conseguir dinheiro para finalizar o CD que estão preparando. “Em uma das músicas, há uma dedicação ao Neymar, com a participação de um coral de crianças e adultos”, destaca Elciomar.
Relembre
Fugindo da guerra civil, que acontece na Síria desde 2011, Limar e Juman vieram ao Brasil em 2013 com a família em busca de um futuro melhor. Por isso, os irmãos chegaram à capital com o sonho de conquistar a paz mundial – o que se tornou uma campanha.