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Brasília

Irmãos são presos suspeitos de comercializar remédios "contra o câncer"

Arquivo Geral

08/12/2015 20h28

Na tarde desta terça (8), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu dois irmãos suspeitos de fabricar e comercializar remédios sem registro que prometia a cura contra o câncer. A fórmula teria sido subtraída da Universidade de São Paulo (USP). 

De acordo com informações do delegado da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor e a Fraudes (Corf), Jeferson Lisboa, um dos irmãos, Jonas Lutzer, de 50 anos, foi preso no local onde residia, em Sobradinho (DF). 

Segundo Lisboa, Jonas, que se apresentava como Ricardo ao oferecer os remédios, era o responsável pela organização da quadrilha. Ele controlava os depósitos do dinheiro com a venda dos remédios. 

O outro irmão, Sérgio Lutzer, foi preso pela PCDF em São Paulo. Sérgio seria o homem que chefiava um laboratório para a produção dos remédios, localizado na cidade de Conchal. A prisão foi efetuada após a polícia suspeitar de que ele já sabia da ação policial. 

“Para evitar uma possível fuga, adiantamos o processo de busca e apreensão de Sérgio, que era responsável pela fabricação dos remédios”, diz o delegado. 

A fórmula para a produção do remédio, fosfoetanolamina, teria sido furtada durante uma visita de Sérgio Lutzer à USP. A Polícia Civil ainda apura se a fórmula é a mesma do cientista responsável pela produção do medicamento. A fosfoetanolamina, que não possui registro no Brasil, não foi testada em humanos.

Ainda de acordo com a polícia, o lucro que a família obtinha mensalmente seria no valor de R$ 900 mil, aproximadamente. Cada frasco era vendido no valor que variava entre R$ 150 e R$ 180. 

Os remédios eram comercializados após algumas pessoas portadoras da doença ficar sabendo sobre o medicamento. Em seguida, entravam em contato com a quadrilha. “Elas ficavam sabendo através de redes sociais, ou até mesmo no boca-a-boca, e entravam em contato com o grupo para comprar o remédio”, conta o delegado. 

A quadrilha seria composta por cinco pessoas, todas da mesma família. Até a tarde desta terça (8), três ainda estavam foragidas. 

Os presos devem responder pelos crimes de comercialização de medicamentos não autorizados e organização criminosa, podendo pegar até 23 anos de prisão.

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