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Brasília

Iphan criará Zona de Proteção em Brasília

Arquivo Geral

30/07/2010 8h18

Frente à crescente pressão imobiliária e a demandas da Unesco (braço da ONU para educação e cultura), o governo decidiu estabelecer uma zona de proteção em volta da área tombada de Brasília. A proposta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) é publicar uma portaria, até o final do ano, estabelecendo alturas máximas para a construção de prédios nas bordas do Plano Piloto. O objetivo é evitar que a linha do horizonte deixe de ser livre.

 

Isso não altera o tamanho da área tombada, mas cria regras para a região que influencia a paisagem. “Quando Lucio Costa (urbanista que planejou a cidade) fez seu projeto, ele imaginou um horizonte desimpedido. As edificações têm que ter um limite de altura para manter esse conceito”, diz Marta Romero, professora de Arquitetura na Universidade de Brasília (UnB).

 

Na área tombada, há delimitação do gabarito (altura máxima) dos prédios – três ou seis andares na área residencial e prédios mais altos na região central (não podem superar o topo do prédio do Congresso). Na área adjacente à tombada, no entanto, não há regras específicas.

 

“A tendência natural é a crescente aproximação de implantações urbanas certamente mais densas, que terminariam por envolvê-la com edifícios de gabarito alto, isolando Brasília do seu horizonte”, diz Maria Elisa Costa, filha do urbanista, em carta pedindo o estabelecimento da zona envoltória. Um caso emblemático de descontrole atual, segundo o Iphan, é a cidade de Águas Claras, onde os prédios chegam a 32 andares.

 

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (30) do Jornal de Brasília.

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