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Brasília

Invasão do Hotel Saint Peter tem apoio de sindicalistas, diz liderança do MRP

Arquivo Geral

16/09/2015 6h00

Manuela Rolim

manuela.rolim@jornaldebrasilia.com.br

A desocupação do Hotel Saint Peter permanece uma incógnita. Enquanto isso, os integrantes do Movimento Resistência Popular (MRP) seguem “morando” nas suítes do local, desativado desde março. Sem água no prédio, as famílias sobrevivem, desde que invadiram o edifício, na madrugada da última segunda-feira, com doações de vários sindicatos do Distrito Federal, segundo os próprios militantes.

De acordo com Francinaldo Silva, um dos   coordenadores do MRP, entre os apoiadores do movimento estão os sindicatos dos Servidores do Judiciário (Sindjus),   dos Trabalhadores na Indústria de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do DF (Sindágua),   dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do DF (Sintect), entre outros. 

Francinaldo conta que a movimentação, que inclui o entra e sai de veículos com produtos,  está sendo feita sem impedimento da polícia. “Nós chegamos aqui com uma grande quantidade de alimentos, mas, ainda assim, contamos com a ajuda de muitos parceiros”, completa, ressaltando que o hotel estava abandonado. “A nossa intenção não era ficar aqui, mas o prédio serviu de abrigo”, conclui. Segundo o coordenador, há 540 famílias ali.

Atitude “particular e não oficial”

Procurado pelo Jornal de Brasília, o Sindágua negou fazer “doações oficiais”. Segundo o diretor Jeferson Lima, de fato, alguns integrantes do sindicato estão ajudando os militantes com alimentos, porém, por vontade própria. “Não houve nenhuma discussão no sentido de apoiá-los no âmbito da diretoria colegiada do Sindágua. Qualquer doação é particular e não oficial do sindicato”, completou.

O JBr. também procurou o Sintect assim que obteve as informações, mas não conseguiu contato, possivelmente por ter passado do horário de expediente. Já a assessoria do Sindjus afirmou desconhecer   doações feitas ao Movimento Resistência Popular. No entanto, garantiu que checaria a informação. No fim do expediente, o Jornal de Brasília procurou o Sindijus mais uma vez,  mas não conseguiu contato.

Saiba mais

Diante de uma possível ação policial, o MRP afirma estar preparado para reagir, com militantes em pontos estratégicos do hotel. No entanto, o coordenador Francinaldo Silva ressalta que o confronto é a última opção, tendo em vista a presença de muitas crianças, idosos e gestantes no grupo.

Na porta do hotel, 16 vigilantes particulares fazem a segurança. Além disso, uma viatura da PMDF   está de plantão em frente ao prédio.

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