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Brasília

Internos do Caje mostram habilidades em oficinas de arte

Arquivo Geral

13/05/2010 12h15

Durante esta semana, o Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) está desenvolvendo uma série de atividades voltadas para conscientizar os adolescentes sobre a importância da transformação, por meio da paciência, da perseverança e da habilidade, para atingirem seus objetivos, entre eles, a liberdade. As atividades fazem parte da Semana de Educação para a Vida, introduzida nas escolas públicas de ensino fundamental e médio de todo o país, por meio da Lei 11.988 de 27 de julho de 2009.

 

Composta por quatro oficinas, a programação começou na segunda-feira (10) e vai até sexta-feira (14). Na Oficina de Foguetes, os adolescentes trabalham na construção e lançamento. Elaborada sob a orientação do professor de física, Gabriel Godoi, essa atividade visa mostrar os aspectos da transposição de barreiras. “Nossa idéia é fazer, por meio desse trabalho, com que eles ultrapassem essa barreira para reviver uma nova história”, afirma Godoi.

 

A Oficina de Reciclagem tem o propósito de despertar a transformação interior de cada adolescente. O trabalho consiste em transformar lixo em obras de arte, fazendo do interno um novo elemento de proteção da natureza. Já na Oficina de Origami, os professores estão trabalhando questões interiores como paciência, perseverança, saber ouvir, além de promover uma terapia de cores.

 

Na Oficina de Pipas os professores estão trabalhando temas como liberdade, independência e limites. Nela, os adolescentes aprendem a fazer e soltar pipas. O objetivo é mostrar ao adolescente a transformação de cada um para se tornar um ser livre. “A linha que prende a pipa é uma demonstração de que liberdade também tem limites”, lembra a coordenadora pedagógica da Escola do Caje, Luciana de Amorim Halushuk.

 

Na opinião de Luciana, essas oficinas são positivas porque colocam os internos em contato com o mundo fora do Caje. “A gente sente a diferença no desempenho deles, uma vez que as questões são trabalhadas de maneira mais prazerosa”, afirma. Os adolescentes também estão adorando as atividades. Para Márcio, 17 anos, que empinou a pipa verde e amarela que ele próprio construiu, essas atividades deveriam acontecer com mais freqüência. A mesma opinião foi emitida por Douglas, 16 anos, que construiu o foguete que conseguiu o mais alto vôo. “Isso foi porque eu me dediquei na construção dele”, afirmou.

 

* Atendendo ao Estatuto da Criança e do Adolescente, os nomes dos internos citados são todos fictícios.

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