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Brasília

Instalação das juntas de dilatação da Ponte JK passa por inspeção do Tribunal de Contas

Inspeção marca início da substituição das juntas de dilatação e reforça vigilância sobre a integridade estrutural de um dos principais cartões-postais de Brasília

Redação Jornal de Brasília

05/06/2025 15h18

Foto: Kiko Paz/Novacap

Foto: Kiko Paz/Novacap

A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) recebeu, na noite desta quarta-feira (4), representantes do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) para uma inspeção técnica nas obras de recuperação da Ponte JK, uma das estruturas mais emblemáticas de Brasília. A visita foi conduzida pelo conselheiro Renato Rainha, relator do processo que fiscaliza a licitação da reforma, e contou com a presença de auditores do Tribunal, do presidente da Novacap, Fernando Leite, e de engenheiros da companhia e da empresa contratada.

A vistoria teve início às 21h, no começo do turno noturno, horário adotado para reduzir os impactos no trânsito. Os técnicos acompanharam a instalação das novas juntas de dilatação — componentes essenciais à preservação da estrutura da ponte. Fabricadas na Itália, as peças foram projetadas com especificações similares às originais, porém com maior resistência e durabilidade. As juntas permitem que a estrutura suporte variações térmicas, peso dos veículos, vibrações e deslocamentos do solo, prevenindo fissuras, trincas e possíveis falhas.

“A ponte é uma infraestrutura fundamental para a cidade e precisa ter sua vida útil preservada com qualidade e segurança”, afirmou o conselheiro Renato Rainha durante a inspeção.

A substituição das juntas marca o início de uma intervenção mais ampla. O contrato prevê também a recuperação dos 12 blocos e pilares de sustentação, a troca dos cabos estruturais e a aplicação de pintura anticorrosiva. “Essa é uma primeira etapa da obra. Estamos falando de uma estrutura complexa e, por esse motivo, estamos fazendo por fases”, explicou Fernando Leite.

Desde o início do processo licitatório, o TCDF tem acompanhado de perto todas as etapas. Em março, o Tribunal se reuniu com a Novacap para discutir pontos críticos do edital, como matriz de riscos, orçamento, garantias contratuais e impactos no tráfego da região. Uma das principais preocupações levantadas diz respeito justamente às juntas de dilatação, que haviam sido substituídas de forma parcial entre 2020 e 2021. Como resposta, a Novacap adotou critérios técnicos mais rigorosos e passou a exigir garantias também para outros elementos estruturais, como os cabos e a pintura.

Outra frente de atenção está nos blocos de sustentação da ponte. Laudos anteriores já apontavam sinais de fissuras e desgaste do concreto pela ação da água. Para avaliar a real condição da estrutura, o contrato inclui modelagem em 3D, ensaios de contraprova e uso de tecnologias avançadas, como microscopia eletrônica de varredura.

Segundo a Novacap, as obras seguem dentro do cronograma previsto. As intervenções continuam sendo realizadas exclusivamente no período noturno durante a semana, com interdições alternadas nas faixas de rolamento para evitar o bloqueio total da ponte e minimizar os impactos na mobilidade urbana.

Com informações da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap)

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