Frequentadores do Taguaparque reclamam da falta de segurança no local. Com iluminação e policiamento precários, o espaço costuma ser palco de assaltos a pedestres e ciclistas. Uma das vítimas foi o professor Walter Alves Mangueira, de 58 anos, abordado por criminosos enquanto pedalava no local. Na ação, sua bicicleta, avaliada em R$ 10 mil, foi levada.
O ciclista conta que a abordagem dos assaltantes aconteceu de forma inesperada. “Eu seguia pela ciclovia quando passei por um banco, onde estavam quatro pessoas estavam sentadas. Nesse momento, um dos rapazes se levantou e colocou uma arma na minha cabeça. Eles pegaram minha bicicleta e fugiram no sentido Praça do Bicalho”, conta.
A vítima, então, acionou a Polícia Militar, que chegou ao local rapidamente. “Três minutos depois, uma viatura da polícia apareceu e prestou apoio. Procuramos os criminosos, mas não conseguimos mais encontrá-los”, afirma.
Medo
O dentista Rodrigo Milanez, 36 anos, e sua esposa, Priscila Araújo, da mesma idade, gostam de pedalar juntos no Taguaparque, mas preferem usar o espaço durante o dia para tentar escapar da onda de criminalidade.
“Já ouvi muitas histórias de assaltos por aqui. Para não correr risco, pedalo no horário mais seguro, que é pela manhã”, relata o dentista.
Priscila, por sua vez, assume que tem medo de pedalar sozinha no espaço. “Além da violência da região, as pessoas não respeitam a ciclovia”, desabafa.